- O deputado Nigel Dalton, do LNP de Mackay, incentivou colegas a se manifestarem contra o silêncio sobre aborto, dizendo para “colocar a armadura de Deus”.
- Dalton cruzou o plenário na terça-feira para votar uma moção apresentada por Robbie Katter que permitiria ao crossbench pedir ao parlamento que derrube a ordem de gag sobre o aborto.
- Ele afirmou que a decisão foi motivada por desejo de redenção pública e diante de Deus, reconhecendo ter votado pela gag em 2024 por ingenuidade.
- O líder do LNP, David Crisafulli, minimizou a votação, mantendo a posição de que não haverá mudanças na legislação sobre aborto.
- Dalton é o primeiro deputado do governo a cruzar o plenário em vários mandatos.
O deputado Nigel Dalton, aliado dissidente do LNP de Queensland, incentivou colegas a) falar sobre o aborto, rompendo o silêncio imposto pelo partido. A mensagem foi veiculada em entrevista no YouTube, nesta semana.
Dalton afirmou ter histórico de aproximadamente 30 anos ligado a causas antiaborto e disse que buscará se redimir perante Deus. Ele não detalhou motivações pessoais além do chamado à fala pública.
O parlamentar contrariou a liderança do governo ao votar, na terça-feira, a favor de uma proposta de Robbie Katter que permitiria ao bloco oposicionista questionar o gag law de 2024. O objetivo era abrir espaço para debate.
Dalton cruzou o plenário para votar a favor da proposta apresentada pela oposição, afirmando que o momento era de redenção pública e de buscar perdão, inclusive espiritual. Ele informou que não discutiu o tema com a liderança.
O líder do LNP, David Crisafulli, minimizou o desvio na votação. Em entrevista, ele reiterou a posição do partido de não alterar a legislação de aborto, conforme o compromisso assumido antes das eleições.
Dalton disse ainda ao comentarista que lamenta não ter se manifestado antes durante a campanha, reconhecendo, no entanto, que a decisão foi tomada com base na convicção pessoal. Ele não ampliou detalhes do descontentamento.
A repercussão interna no LNP segue sob apuração, com membros do governo anterior votando, em 2018, contra um projeto de legalização do aborto, enquanto outros já expressaram visões firmes contrárias ao tema.
Não houve confirmação de novas mudanças na linha do partido. A direção do LNP mantém o tom de que a posição eleita permanece válida, sem indicar alterações na política sobre o aborto.
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