- A defesa de Marine Le Pen afirmou que ela não organizou um esquema para desviar fundos do Parlamento Europeu, durante o recurso em Paris.
- O veredicto do recurso pode determinar se a líder da RN poderá disputar a eleição presidencial de 2027.
- Anteriormente, Le Pen foi considerada “no coração” de um sistema organizado de desvio de recursos entre 2004 e 2016, com desvio estimado em € 4,8 milhões.
- Foi decretada inelegibilidade de cinco anos, pena de quatro anos de prisão (duas suspensas) e multa de € 100 mil; a condenação ainda depende do recurso.
- Procuradores pedem que a sentença e a proibição sejam mantidas; se confirmadas, Le Pen não poderá concorrer em 2027.
Marine Le Pen, líder do RN, encerrou nesta semana a fase de apelação em Paris sobre o processo de desvio de verbas do Parlamento Europeu. A defesa sustenta que não houve esquema de uso indevido de recursos, enquanto a Justiça analisa se a candidata pode ou não disputar as eleições de 2027.
O julgamento de apelação questiona a condenação por desvio de verbas entre 2004 e 2016. Na origem, a Justiça indicou que Le Pen teve participação central em um sistema para pagar assistentes com recursos do Parlamento Europeu. A pena incluía multa de 100 mil euros e inegibilidade por cinco anos.
A defesa argumenta que contratos de trabalho para assistentes na UE eram transparentes e que não houve crime. O tribunal recebeu a defesa em parte como versão final, antes de proferir o veredito, que deve sair ainda neste 2026, antes do verão europeu.
Acusação e defesa
Procuradores ressaltaram que o financiamento era usado para custear trabalhadores na França, sem relação com atividades no Parlamento. Estima-se que o prejuízo às verbas da UE tenha ficado em torno de 4,8 milhões de euros. Alegam ainda que a estrutura foi deliberadamente centralizada para favorecer o RN.
Procuradores destacaram que Le Pen participava do que qualificaram como sistema quase industrial de desvio de recursos. Em resposta, a defesa negou qualquer crime e afirmou que as operações obedeciam às regras vigentes, dentro do que era permitido.
Impacto político
Caso a decisão mantenha a inelegibilidade de cinco anos, Le Pen ficará impedida de concorrer no pleito de 2027. A decisão final pode abrir caminho para que Jordan Bardella assuma a candidatura, com o partido buscando manter a liderança nas pesquisas.
Fontes oficiais afirmam que o veredito poderá influenciar o cenário eleitoral francês no próximo ano. O tribunal, contudo, informou que levará meses para concluir a deliberação sobre o caso.
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