- Abelardo De La Espriella, 47 anos, advogado e empresário visto como candidato de direita, lidera em algumas pesquisas para as comícios de maio, em disputa com o senador Ivan Cepeda.
- Em entrevista à Reuters, ele afirmou que, se eleito, haverá ofensiva militar para restabelecer a segurança e impulsionar a economia, sem negociações de paz.
- Propõe retomar bombardeios contra grupos armados ilegais, fumigação aérea de plantações de coca e substituição dessas culturas por cacau e palma africana.
- Defende ampliar a cooperação com Estados Unidos e Israel para equipar as forças, aumentar o orçamento de segurança e reduzir o tamanho do governo em 40%.
- Seu movimento é Defensores da Pátria; ele concorre como independente, sem primárias, e aposta em crescimento anual entre seis e sete por cento, com foco em infraestrutura, construção, agricultura e turismo.
Abelardo De La Espriella, candidato independente da Colômbia reconhecido como outsider, afirmou à Reuters que lançará uma ofensiva militar para restaurar a segurança e impulsionar a economia. A declaração ocorreu em Bogotá, durante entrevista na quarta-feira.
De La Espriella, de 47 anos, é defendido como candidato de direita por analistas e está à frente de algumas pesquisas para a eleição presidencial de maio, disputando vaga com o senador de esquerda Ivan Cepeda, que defende continuidade das políticas de Gustavo Petro.
O pescoço de vidro da campanha envolve promessas duras: expulsar bandidos que não se renderem, reforçar o aparato de segurança e retomar ataques a grupos armados ilegais, dentro do que permitirem as leis atuais. O postulante critica as políticas de paz de Petro, argumentando que facilitaram a atuação de guerrilhas e de gangues vinculadas ao tráfico de drogas.
SEGURANÇA PARA O CRESCIMENTO
De La Espriella, que também planeja avanços no combate às drogas, defende fumigação aérea de cultivos de coca e a transição para culturas legais como cacau e palma africana. Ele diz que a estabilidade é requisito para atrair investimentos.
O programa passa ainda pela reativação do setor de hidrocarbonetos e pela redução do tamanho do governo em cerca de 40%. Também propõe cortes de impostos para estimular a atividade privada e, segundo ele, gerar crescimento anual entre 6% e 7%.
O candidato destacou que, como independente, não participará das primárias de março e seguirá direto para o pleito de 31 de maio. Em relação a alianças, indicou planos de reforçar parcerias com os EUA e Israel para equipar forças de segurança.
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