- A Câmara dos EUA aprovou o Save America Act, que exigiria comprovante de cidadania na inscrição e reduziria significativamente o voto por correspondência; a aprovação foi de 218 a 213.
- O projeto, apresentado por Chip Roy, amplia as regras de identificação com foto para votar, incluindo uma lista de documentos aceitos mais restrita; a implementação ocorreria imediatamente.
- O Senado é visto como obstáculo, com observadores apontando que a maioria democrata deve bloquear o avanço; apenas um democrata, Henry Cuellar, acompanhou os republicanos na votação.
- Especialistas alertam que a exigência de comprovação de cidadania e de identificação pode dificultar a votação para quem não tem certidão de nascimento ou passaporte; estimativas apontam dezenas de milhões com esse tipo de impedimento.
- A defesa do fundamento da lei é fortalecer a elegibilidade, enquanto críticos dizem que a medida busca restringir o voto; analistas destacam o uso político para estados conservadores.
A Câmara dos EUA aprovou nesta quarta-feira o Save America Act, uma proposta que mudaria drasticamente as regras de voto ao exigir comprovação de cidadania no registro e restringir fortemente o voto por correspondência. O placar foi 218 votos a favor e 213 contra. O projeto ainda terá batalha difícil no Senado.
O texto foi apresentado por Chip Roy, deputado do Texas, e ampliaria mudanças já previstas em uma versão anterior aprovada em 2024. Entre as novidades está a exigência nacional de identificação com foto para votar, com critérios mais rígidos do que muitos estados já utilizam. A implementação ocorreria de forma imediata.
Uma deputada democrata que votou contra o projeto, entre eles Henry Cuellar, do Texas, afirmou que o Senado provavelmente não abriria piso para a votação. Observadores apontam que a maioria no Senado enfrentará resistência de filibuster e de vetos judiciais.
O movimento para aprovar o projeto é alvo de críticas de organizações de defesa do voto. A Southern Poverty Law Center estima que 21 milhões de americanos não possuem certidão de nascimento ou passaporte, o que aumentaria dificuldades para esse grupo. Dados são citados para sustentar críticas à proposta.
Defensores da iniciativa afirmam que as regras visam garantir a integridade do processo eleitoral. Representantes de grupos de fiscalização ressaltam que a mudança pode restringir o direito de voto de eleitores de baixa renda e de minorias. O debate permaneceu acirrado entre apoio e oposição.
Para muitos analistas, a aprovação na Câmara sinaliza uma posição política clara entre apoiadores de regras mais rígidas e opositores que defendem abertura do registro eleitoral. A disputa entre os poderes federal e estadual também entra como aspecto relevante na leitura do tema.
Desdobramentos
Desdobramentos legais e políticos devem moldar os próximos passos, com o Senado ainda sem perspectivas claras para a votação. Observadores ressaltam que qualquer mudança significativa nas regras de votação pode enfrentar contestações judiciais.
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