- A sessão no Congresso dos EUA discutiu o arquivo de Jeffrey Epstein, com a procuradora-geral Pam Bondi e congressistas democratas em confronto áspero e cheio de acusações.
- Uma mulher e familiares de vítimas estavam atrás de Bondi durante as falas; os democratas afirmaram que o DOJ encobriu o caso e citou-se suposta relação entre Donald Trump e Epstein.
- Bondi chamou Jamie Raskin de “advogado fracassado e perdedor” após pedir mais tempo para perguntas, defendendo que o presidente é “o mais transparente da história”.
- Demócratas, como Pramila Jayapal e Zoe Lofgren, acusaram o DOJ de encobrimento e de não proteger informações pessoais de vítimas; Bondi rebateu citando Merrick Garland e disse que não vai se desculpar.
- Intercâmbios acalorados incluíram Ted Lieu reproduzindo vídeo de Trump com Epstein e Massie questionando nomes de cúmplices removidos; Bondi respondeu com tom firme, acusando os democratas de teatralidade.
Foi realizada no Congresso dos EUA uma sessão tensa sobre o arquivo de Jeffrey Epstein, com a presença de uma dezena de vítimas e familiares de sobreviventes. A discussão articulou críticas ao Departamento de Justiça e ao papel da Justiça na análise do caso de abusos sexuais envolvendo o financista e a possível relação com figuras públicas.
A fala central ficou por conta da procuradora-geral Pam Bondi, que confrontou deputados democratas durante cerca de uma hora. Os representantes questionaram o que foi publicado e o que ainda permanece sob sigilo, além de apontar possíveis omissões no relatório desclassificado.
O contexto envolve a divulgação gradual de documentos do arquivo, que tem gerado controvérsia sobre transparência, proteção à privacidade das vítimas e a influência de aliados de Trump. Bondi defendeu que centenas de indivíduos e milhares de itens foram analisados, e que o processo de corte de informações é necessário para proteger dados sensíveis.
Entre os presentes, houve reconhecimento explícito de que as vítimas precisam ser ouvidas. Um deputado democrata destacou que o objetivo é promover justiça para o público e que as vítimas demandam responsabilização de abusadores e de quem tenha favorecido a rede de exploração.
Durante a sessão, Bondi ultrapassou o tom em algumas ocasiões ao interromper perguntas e responder de modo firme. Ela reiterou que não houve crime a ser atribuído diretamente a Donald Trump com base no material divulgado, reforçando que o foco é esclarecer responsabilidades no âmbito do arquivo.
Os debates incluíram críticas a supostas tentativas de encobrimento e às decisões de divulgação do material, com deputados lembrando casos de indivíduos envolvidos e preocupações com a proteção de informações pessoais de vítimas. Bondi repetiu seu comprometimento com as vítimas e com a transparência, citando o trabalho de sua equipe.
A troca de acenos e repostas diretas manteve o clima áspero, com parlamentares republicanos cobrando respostas claras sobre nomes de cúmplices removidos ou ocultados no material. Em resposta, Bondi afirmou ter colaborado com autoridades federais para revisar documentos e manter um equilíbrio entre interesse público e segurança de dados.
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