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Arquivos de Epstein abalam a percepção da Noruega sobre si mesma

Os arquivos de Epstein colocam a elite norueguesa sob escrutínio, com investigações por corrupção e ligações ao caso

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Norway's then ambassador to the UN, Mona Juul, addresses the security council over Russia's invasion of Ukraine, New York, 5 April 2022.
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  • Documentos de Jeffrey Epstein revelam ligações de membros da elite diplomática e política da Noruega com o condenado por abuso sexual, ao longo de várias décadas.
  • A princesa Mette-Marit reconheceu amizade com Epstein e pediu desculpas, após divulgar mensagens entre ela e o financiador.
  • Mona Juul e Terje Rød-Larsen, figuras centrais no acordo de Oslo, são investigados por possíveis crimes de corrupção e terem vínculos com Epstein.
  • Børge Brende está sob escrutínio por alegações de omitir conhecimento sobre os crimes de Epstein, com mensagens de 2018 e 2019 trocadas sobre jantares na casa de Epstein.
  • As revelações colocam em xeque a imagem da Noruega como referência de diplomacia e igualdade, alimentando críticas sobre uma elite liberal aparentemente desconectada da vida cotidiana.

O Departamento de Justiça dos EUA divulgou cerca de 3 milhões de e-mails relacionados a Jeffrey Epstein, revelando ligações entre Epstein e membros da elite política e diplomática da Noruega ao longo de décadas. As mensagens contêm intercâmbios entre figuras nobres do país, incluindo a princesa Mette-Marit, e Epstein, que já havia sido condenado por crimes sexuais envolvendo menores.

Entre os nomes sob escrutínio estão Mona Juul, ex-embaixadora da Noruega na Jordânia, no Iraque, Israel, Reino Unido e ONU, e seu marido Terje Rød-Larsen, reconhecido como articulador dos Acordos de Oslo. A Økokrim investiga possível corrupção grave e ilícitos afins envolvendo ambos, após Epstein ter deixado US$ 10 milhões em testamento para os filhos do casal.

Børge Brende, ex-ministro das Relações Exteriores e ex-presidente do Fórum Econômico Mundial, também está sob análise por alegações de falso conhecimento sobre os crimes de Epstein. Documentos indicam trocas de emails em 2018 e 2019 sobre encontros na residência de Epstein em Nova York.

A investigação também envolve Thorbjørn Jagland, ex-primeiro ministro, ex-ministro de Relações Exteriores, ex-presidente do Comitê do Nobel e ex-secretário-geral do Conselho da Europa. Jagland é suspeito de ter aceitado férias de luxo, empréstimos pessoais e conversas de conteúdo sexual com Epstein.

Investigação e desdobramentos

Juul e Rød-Larsen afirmam por meio de advogados que esperam ser inocentados, mas o material sugere uma rede de aproximações com o empresário já condenado. A imprensa destaca que o casal teve papel central na diplomacia norueguesa nas últimas décadas.

Os documentos levantam questões sobre o papel da elite norueguesa em relação a padrões éticos, justiça e transparência. A divulgação também amplia o debate sobre a distância entre diplomacia pública e relações com indivíduos com histórico criminoso.

Especialistas destacam que, embora a Epstein files não impliquem criminosamente todos os citados, o conjunto de mensagens aponta para ligações de alto nível que exigem apuração rigorosa. As autoridades prometeram continuidade das investigações.

Este caso ocorre em meio a críticas sobre o equilíbrio entre riqueza, poder e responsabilidade na Noruega. O país, conhecido por políticas de igualdade e confiança institucional, vê-se diante de um escrutínio que pode afetar sua imagem externa.

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