- Aliados de Motta orientam que ele repita a estratégia de Lira, atuando como relator-geral na tramitação do fim da escala 6×1.
- Motta já encaminhou propostas à Comissão de Constituição e Justiça e marcou reunião com o presidente Lula e Guilherme Boulos para discutir os próximos passos.
- A disputa entre Câmara e Planalto envolve qual formato deve prevalecer: PEC defendida pela Câmara ou projeto de lei com urgência, defendido pelo Executivo.
- Centralizar a articulação pode reduzir emendas, encurtar a barganha e render crédito político a Motta, como aconteceu com Lira na reforma tributária.
- Há cálculo eleitoral: ampliar a visibilidade pode ajudar na reeleição em 2026; Marcos Pereira e a cúpula do Republicanos apoiam a manobra, mantendo neutralidade na corrida presidencial e buscando coalizões regionais.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, está sendo flagrado por aliados como indicado a assumir um papel mais ativo no debate sobre o fim da escala 6×1. A estratégia busca ampliar o capital político dele durante tramitação da proposta, seguindo o modelo usado por Arthur Lira.
A ideia é que Motta se torne uma espécie de relator-geral da matéria, coordenando negociações, definindo o ritmo da tramitação e defendendo publicamente o texto. A aposta é de que o centrão e setores do governo reconheçam esse papel como único articulador.
Protagonismo no Centrão
Motta já encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça propostas de emenda constitucional sobre jornada de trabalho e marcou reunião com Lula e Guilherme Boulos para tratar os próximos passos. O impasse envolve PEC defendida pela Câmara e projeto de lei com urgência defendido pelo Executivo.
Aliados avaliam que centralizar a articulação pode reduzir a pulverização de emendas, encurtar espaço de barganha e concentrar crédito político. O movimento lembra a atuação de Lira na reforma tributária, quando se colocou como avalista do acordo.
Há também cálculo político para 2026. Assumir a “paternidade” da mudança pode trazer dividendos para Motta na reeleição, ampliando sua visibilidade além da Paraíba. O tema ganha tração no Planalto e no Congresso.
Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, endossa a manobra, que também encontra apoio na cúpula do partido. O Republicanos vive momento de definição para 2026 e busca manter pontes com governo e com setores da centro-direita.
A tendência é manter neutralidade presidencial, apoiando candidaturas regionais enquanto aguarda consolidação do cenário nacional. O partido pretende preservar espaço político sem fechar portas a alianças.
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