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Advogados de Le Pen dizem ao tribunal de apelação que não pretendia fazer mal

Advogados de Le Pen dizem que não houve intenção de infração, em dia final de apelação que pode reverter a inelegibilidade para 2027

French far-right leader Marine Le Pen, member of parliament for the Rassemblement National (National Rally - RN) party, arrives for a hearing on the last day of her appeal trial, alongside the RN party itself and 10 others defendants found guilty of diverting European Parliament funds, at the Paris courthouse on the Ile de la Cite, in Paris, France, February 11, 2026. REUTERS/Sarah Meyssonnier
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  • Os advogados de Marine Le Pen afirmaram à corte em Paris que ela não teve intenção de cometer infração, no último dia do recurso crucial.
  • Le Pen foi condenada por desviar mais de 4 milhões de euros de fundos da União Europeia entre 2004 e 2016, para custear funcionários que atuavam para o partido.
  • A senadora liderou a RN por anos e era considerada favorita para 2027; o banimento de cinco anos pode impedi-la de disputar o cargo público, dependendo do resultado do recurso.
  • Os promotores pedem a manutenção do banimento de cinco anos, mas deixaram em aberto se continuará valendo caso haja novo recurso.
  • Se a condenação for mantida, Le Pen ainda pode levar o caso ao Cour de Cassation; decisão próxima à eleição pode impactar a estratégia do RN para 2027.

Marine Le Pen afirmou que não tinha a intenção de cometer uma infração durante o interrogatório final de um recurso, em Paris, na quarta-feira. A defesa sustenta que a líder da RN não pretendia agir de forma errada, no desfecho de um recurso crucial que pode definir sua elegibilidade para disputar a presidência no ano que vem.

A acusação sustenta que Le Pen cometeu desvio de recursos comunitários entre 2004 e 2016, utilizando fundos da União Europeia destinados a atividades do Parlamento Europeu para pagar funcionários que, na prática, trabalhavam para o partido. A corte já havia condenado a liderança do RN em processo anterior, resultando em uma suspensão de cinco anos para ocupar cargos públicos.

Le Pen, que nega as acusações, busca manter a possibilidade de concorrer em 2027. Caso a condenação seja mantida, o banimento pode não impedir a entrada de novos recursos, mas pode impedir a candidatura. Em tese, uma decisão desfavorável pode abrir caminho para novas etapas processuais.

Os advogados Sandra Chirac Kollarik e Rodolphe Bosselut apresentaram argumentos à corte, destacando a ambiguidade das regras do Parlamento Europeu na prática e a ausência de intenção de cometer crime por parte da candidata. A defesa enfatizou que, se houve infração, não houve certeza de cometimento.

Nesta fase, os promotores reafirmaram o pedido de banimento de cinco anos para Le Pen, mantendo a linha de que a candidata deve ficar afastada de cargos públicos. Em caso de confirmação da condenação, a defesa pode levar o caso ao Cour de Cassation, a mais alta instância da França.

A decisão final do tribunal de apelação ainda está sujeita a recursos. Se o veredito for mantido, Le Pen ainda pode recorrer à mais alta corte, antes de o calendário eleitoral de 2027 fechar, o que pode impactar a estratégia do RN para a disputa presidencial.

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