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Pelo menos 18 cristãos mortos na repressão aos protestos no Irã

Pelo menos onze cristãos mortos na repressão a protests no Irã; internet bloqueada, milhares presos e pressão internacional sobre o regime

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Iranian protesters gathering on Enghelab (Revolution) Street during a demonstration in Tehran, Iran, on January 8, 2026.
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  • O Irã viveu uma repressão violenta aos protestos de dezembro a janeiro, com queda de parte da internet e números de mortos divergentes entre fontes oficiais e organizações independentes.
  • A organização Article 18 confirmou 11 cristãos mortos na sequência dos confrontos, com relatos de pelo menos mais 7 cristãos entre a comunidade armênia.
  • Um caso citado envolve Mohsen Rashidi, convertido ao cristianismo, que morreu após sofrer agressões ao tentar socorrer um amigo morto.
  • A contagem oficial de vítimas varia pouco: autoridades falam em cerca de 3.100, enquanto fontes independentes citam milhares a dezenas de milhares de mortos.
  • Ações dos EUA seguem em negociações sobre o programa nuclear do Irã, com debates sobre segurança regional e consequências para o regime, em meio a pressão e pedidos de apoio aos iranianos.

O que aconteceu: em 8 e 9 de janeiro de 2026, autoridades iranianas intensificaram a repressão a protestos difundidos pelo país. Analistas descrevem um grande dispositivo de segurança que deixou centenas de mortos e milhares de feridos, com relatos de violência em diversas cidades, incluindo Isfahan. A internet foi cortada pelo governo, dificultando a comunicação com o mundo externo.

Quem está envolvido: manifestantes de várias origens, entre eles cristãos convertidos, jovens e familiares de vítimas. Mohsen Rashidi, 42 anos, foi atingido durante a abordagem das forças de segurança ao tentar socorrer um amigo. Testemunhas afirmam que Rashidi morreu ao buscar atendimento médico após ser baleado na perna, sem conseguir acesso a atendimento adequado.

Quando e onde: os choques ocorreram principalmente entre 8 e 9 de janeiro em milhares de locais do Irã, com relatos de confrontos em Isfahan e outras provínias. O país ficou isolado digitalmente nesse período, agravando a dificuldade de verificação de informações.

Desdobramentos e números

A organização Article 18, com sede em Londres, confirmou a morte de 11 cristãos iranianos durante a repressão. Os relatos de testemunhas e organizações de direitos humanos apontam que o total de mortos pode superar milhares, com estimativas divergentes entre 3 mil e até 30 mil, não verificadas de forma independente.

Autoridades de saúde iranianas divulgaram números oficiais inferiores aos relatos de órgãos de defesa de direitos humanos. Relatórios indicam ainda centenas de feridos e detenções indiscriminadas, incluindo médicos e advogados que atuavam em defesa de manifestantes.

Repercussões internacionais e contexto

Observadores apontam que, mesmo sem confirmação de cifra única, a brutalidade levou a uma onda de indignação internacional. O governo dos EUA sinalizou possibilidade de resposta contundente e manteve canais de diálogo abertos sobre questões humanitárias, não havendo confirmação de ações militares imediatas.

Organizações de defesa religiosa destacam que a repressão também mira comunidades religiosas, com relatos de prisões de cristãos que participam de protestos ou atuam em redes de apoio. As famílias buscam informações sobre seus entes queridos diante do bloqueio de internet e restrições de comunicação.

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