- O comitê de supervisão do Parlamento da Noruega decidiu, por unanimidade, instaurar uma investigação externa rara sobre vínculos do Ministério das Relações Exteriores com Jeffrey Epstein.
- A medida amplia o escândalo já em curso, que envolve estreitas relações com Epstein entre políticos, membros da realeza e ultra ricos na Europa.
- Investigações policiais estão em curso contra Thorbjørn Jagland, ex-primeiro-ministro e ex-chanceler, por suposta corrupção agravada; Mona Juul, embaixadora na Jordânia e no Iraque, também é alvo de apuração por corrupção; Terje Roed-Larsen é suspeito de cumplicidade.
- Documentos mostram que Jagland e assistentes de Epstein discutiram planos em 2014 para visitas a Epstein em Palm Beach e numa ilha particular; houve também pedidos de apoio para financiar apartamento em Oslo.
- A princesa herdeira, Mette-Marit, pediu desculpas ao rei e à rainha por uma amizade com Epstein entre 2011 e 2014, período anterior à condenação de Epstein.
A comissão de supervisão parlamentar da Noruega decidiu, de forma unânime, designar uma apuração externa rara para investigar ligações do ministério das Relações Exteriores com Jeffrey Epstein. O objetivo é esclarecer possíveis vínculos entre autoridades norueg as e o financista estadunidense.
A decisão ocorre no contexto de um escândalo em evolução, que envolve relações com Epstein e figuras políticas, membros da realeza e ultrarricos na Europa. Novos arquivos nos Estados Unidos mostraram conexões de Epstein com diversos setores do continente.
A Polícia de crimes econômicos da Noruega abriu investigações sobre Thorbjoern Jagland, ex-primeiro-ministro e ex-chanceler do Conselho da Europa, sob suspeita de corrupção agravada. Ao mesmo tempo, Mona Juul, embaixadora na Jordânia e no Iraque, é alvo de apuração por corrupção. Roed-Larsen, ex-ministro, também figura como possível coautor.
Ontem, a polícia informou que Juul e o marido Roed-Larsen colaboram com as apurações; os advogados afirmam que não há mérito nas acusações. Jagland nega ter visitado a ilha particular de Epstein, conforme divulgado.
Entre os documentos, há registros de 2014 em que Jagland solicitou apoio de Epstein para financiar um apartamento em Oslo, além de mensagens sobre planos de visitas a Epstein e a sua ilha particular. Em 2017 e 2018, Roed-Larsen manteve contatos com Epstein, incluindo elogios em mensagens e ajuda na aquisição de imóvel na capital norueguesa.
O caso ganhou repercussão política após o clamor público por uma apuração aberta, com críticas à conduta de autoridades que mantinham relações com Epstein. A imprensa aponta que, se apenas parte das informações for verdadeira, os fatos podem representar gravidade institucional.
Desdobramentos e posicionamentos
A coroa norueguesa também foi mencionada em desdobramentos do caso. A princesa Mette-Marit pediu desculpas ao rei e à rainha pela amizade com Epstein entre 2011 e 2014, período posterior à condenação dele por solicitação de sexo com menor. Autoridades e advogados defendem cooperação total com as investigações.
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