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Oposição denuncia uso de boi de piranha no Conselho de Ética

Oposição denuncia uso de parlamentares como bois de piranha para justificar punição após a ocupação da Mesa Diretora e oitivas no Conselho de Ética

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
O deputado federal Zé Trovão (PL-SC). (Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)
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  • Deputados de oposição denunciam que são usados como “boi de piranha” no Conselho de Ética, após a ocupação da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em 2025.
  • O deputado Zé Trovão acusa que apenas um trio seria responsabilizado, enquanto outros parlamentares teriam participado do ato.
  • O caso está ligado à interrupção de trabalhos após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro; participaram Zé Trovão, Marcel Van Hattem e Marcos Pollon.
  • Segundo Zé Trovão, houve um acordo para desocupar o espaço que teria sido simulado; o presidente da Câmara, Hugo Motta, nega o acordo.
  • Marcos Pollon explica o uso da expressão “boi de piranha” e o colegiado segue com oitivas para apurar os fatos até quarta-feira.

Na Câmara dos Deputados, deputados de oposição acusam a cúpula do Parlamento de tentar transformá-los em “bois de piranha” após a ocupação da Mesa Diretora em 2025. A denúncia foi feita por Zé Trovão (PL-SC) antes da reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar nesta terça-feira (10). Segundo ele, o alvo seriam três parlamentares, mas haveria participação de outras pessoas no ato.

Zé Trovão afirmou que a acusação de culpa recairia sobre o trio, apontando o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), entre os nomes citados, além de outras lideranças que teriam ficado inseguros com o desfecho das negociações. O deputado criticou o que chamou de uso instrumental do episódio para justificar punições.

Durante o episódio, a ocupação da Mesa Diretora interrompeu a atividade legislativa após a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Além de Zé Trovão, também compõem o colegiado Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Marcos Pollon (PL-MS).

De acordo com Zé Trovão, haveria um acordo simulado para a desocupação do espaço, versão que Motta teria negado mais tarde. O parlamentar afirmou que a violência simbólica à oposição seria fruto da raiva interna pela suposta negociação não cumprida.

Marcos Pollon explicou o uso da expressão popular citada, dizendo ser comum em seu estado. Ele descreveu o sentido da metáfora, comparando-a a uma estratégia para proteger o restante do grupo ao isolar uma figura menos estável.

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que investiga o caso, realiza oitivas até esta quarta-feira (11) para apurar os fatos. As próximas etapas devem esclarecer a dinâmica entre as lideranças e as pretensões de responsabilização.

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