Em Alta NotíciasFutebolPolíticaAcontecimentos internacionaisConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Netanyahu aprova retirada de cidadania e deportação de dois palestinos

Netanyahu assina decreto para revogar cidadania e deportar dois palestinos israelenses por ataques terroristas; governo antecipa mais casos, com possível envio a Gaza

Imagem do autor
Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Benjamin Netanyahu, en el Parlamento israelí, el pasado 2 de febrero.
0:00
Carregando...
0:00
  • O primeiro-ministro de Israel assinou um decreto para revogar a cidadania e deportar dois palestino-israelenses acusados de atos violentos, aplicação da lei antiterrorista de 2023.
  • Netanyahu disse que há muitos outros casos semelhantes no caminho para expulsar pessoas condenadas por terrorismo com passaporte israelita ou residência em Jerusalém leste.
  • Segundo o jornal Walla, os deportados devem ser enviados à faixa de Gaza; um dos casos envolve Mahmoud Ahmed, libertado em 2024 após 23 anos de prisão por tiroteios contra soldados e civis.
  • O outro envolve Muhammad Ahmad Hussein al-Halasi, condenado a dezoito anos por apunhalar duas mulheres em Jerusalém em 2016; prevê-se deportação após o cumprimento da pena.
  • A legislação, uma emenda à Lei de Cidadania de 1952, exige ter sido condenado por atos violentos, cumprir a pena e ter recebido benefícios da Autoridade Nacional Palestina; organizações de direitos humanos a criticam como discriminatória.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamín Netanyahu, assinou um decreto para revogar a cidadania e deportar dois palestinos israelenses acusados de atos violentos. A medida, que utiliza uma lei de 2023, marca a primeira aplicação da norma que pune palestinos com passaporte israelense ou residência em Jerusalém Oriental.

O decreto foi confirmado por Netanyahu em comunicado, enquanto viajava para os Estados Unidos. A imprensa local informou que os deportados devem ser enviados à Faixa de Gaza, embora não haja anúncio oficial definitivo.

Ação sob a nova lei de cidadania

Entre os afetados está Mahmoud Ahmed, liberado em 2024 após cumprir 23 anos de prisão por tiroteios contra soldados e civis israelenses. O segundo é Muhammad Ahmad Hussein al-Halasi, condenado a 18 anos por esfaqueamento de duas mulheres em Jerusalém em 2016. A lei prevê deportação após o cumprimento da pena e proíbe o retorno ao país.

O dispositivo legal é uma emenda à Lei de Cidadania de 1952, aprovada com apoio parlamentar. Além de condenação por violência, precisa demonstrar recebimento de auxílios da Autoridade Nacional Palestina, o que a Justiça israelense afirma ser uma forma de premiar atos violentos.

Críticos e contexto

Grupos de direitos humanos questionam a compatibilidade da medida com o direito internacional e argumentam que a norma favorece tratamento distinto com base na etnia. A legislação é defendida por setores da coalizão governista que defendem endurecimento contra ataques.

O governo destaca que já há outros casos em análise e que a aplicação da lei visa responder a ataques contra civis. A mudança ocorre em um momento de tensões na região, com debates sobre soberania e políticas de segurança em territórios ocupados.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais