- Teerã pediu aos Estados Unidos que não permitam que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, atrapalhe as negociações sobre o programa nuclear do Irã, em preparação para reunião com o presidente Donald Trump.
- Netanyahu viajou a Washington para apresentar aos EUA sua posição sobre as negociações, incluindo supostas capacidades militares iranianas e o programa de mísseis de longo alcance.
- O governo iraniano reagiu, com o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional criticando a postura de Israel e dizendo que os norte-americanos devem agir sozinhos, livres das pressões de Telavive.
- Washington e Teerã mantêm negociações indiretas que reabriram recentemente em Omã, com o Irã defendendo que continue a manter direito de enriquecer urânio para fins pacíficos.
- O Irã sinalizou abrir mão de parte de seu estoque de urânio altamente enriquecido para 60% de pureza, como concessão limitada em meio às negociações, que ocorrem sob pressão de blocos regionais e de sanções.
O Irã pediu aos Estados Unidos que não permitam que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, atrapalhe as negociações sobre o programa nuclear de Teerã. O alerta foi feito minutos antes de uma reunião marcada entre Netanyahu e o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington.
Netanyahu viajou para Washington para pedir a Trump que não premie um acordo que exclua limites ao programa de mísseis balísticos do Irã, nem revise o apoio a forças de apoio na região ou que relaxe direitos humanos no país. O premiê quer condições mais duras.
O governo iraniano reagiu pelo chefe do Conselho de Segurança Nacional, Ali Lariijani, que disse para os EUA ficarem atentos ao papel destrutivo de Israel e evitar que Netanyahu modele a agenda de negociações. Lariijani reuniu-se com mediadores em Muscat para tratar da agenda.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou que Washington é quem negocia com Teerã e que deve agir sem pressões que sejam prejudiciais à região. O Irã defende o direito de enriquecer urânio como parte de seus objetivos energéticos.
Israel teme que um acordo limitado ao nuclear não conteie suficientemente o perigo regional. O tema envolve promessas não cumpridas de apoio de Trump a protestos iranianos, segundo relatos de assessores próximos ao presidente americano.
Em relação ao cenário militar, os EUA enviaram o porta-aviões Abraham Lincoln e outras unidades ao Golfo, ampliando a capacidade de resposta na região. Também houve reforço das defesas aéreas em bases americanas na área.
O Irã permanece firme na posição de manter o enriquecimento de urânio com fins pacíficos, ainda que as negociações possam limitar temporariamente o programa nuclear. O governo alemou em paralelo que pode reduzir o estoque de urânio de alta pureza sob certas condições.
Relações internas no Irã enfrentam pressões políticas, com grupos reformistas denunciando repressão a dissidência e à detenção de líderes do Front Reformista, que pedem intervenção do presidente.
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