- Um estudante morreu durante protestos por auxílios financeiros não pagos na Cheikh Anta Diop University, em Dakar, segundo o governo.
- Abdoulaye Ba, estudante do segundo ano de cirurgia dentária, morreu de traumatismo craniano e hemorragia; as circunstâncias são investigadas.
- Vídeos não verificados mostram estudantes pulando de andares superiores de um prédio em chamas, enquanto confrontos entre alunos e forças de segurança ocorriam.
- O governo atribui a crise à situação financeira do país, com um orçamento em aberto de $13 bilhões, refletindo uma dívida pública elevada e insatisfação social.
- A universidade anunciou fechamento ao meio-dia, até segunda ordem, e as negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) seguem lentas.
O campus da Cheikh Anta Diop University, em Dakar, viveu mais um episódio de protestos relacionados ao atraso de auxílios financeiros. Um estudante morreu durante as manifestações, informou o governo nesta segunda-feira, em meio a semanas de conflitos com forças de segurança.
Abdoulaye Ba, aluno de segundo ano de cirurgia dentária, ficou gravemente ferido e morreu após trauma craniano e sangramento intenso, segundo o presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina, Farmácia e Odontologia. Ba não participava diretamente dos protestos; ele teria sido agredido pela polícia e levado para um posto de bem-estar estudantil. As circunstâncias estão sob apuração.
Mais cedo, sergente Serigne Saliou Fall confirmou as lesões fatais de Ba, ressaltando que a presença policial no campus elevou as tensões. O governo afirmou que investigará plenamente para apurar responsabilidades legais.
Desdobramentos e resposta institucional
A universidade, uma das maiores da região, com quase 90 mil estudantes em 2024, anunciou o fechamento das atividades na tarde de terça-feira, até ordem em contrário. O objetivo é manter a segurança no local enquanto as autoridades apuram o ocorrido.
O caso ocorre em um contexto de dificuldades financeiras públicas no Senegal. O governo enfrenta um déficit orçamentário estimado em 13 bilhões de dólares e uma crise de dívida invisível, agravando a insatisfação com o adiamento de pagamentos.
Paralelamente, as negociações com o FMI para um novo programa de financiamento permanecem lentas, alimentando dúvidas sobre a capacidade fiscal do país. Protestos na universidade começaram no início de dezembro e evoluíram para confrontos entre estudantes e forças de segurança.
Contexto financeiro e institucional
A denúncia de um atraso recorrente de auxílios estudantis surge junto a um claro desgaste econômico. O governo disse que oferecerá uma apuração completa para esclarecer responsabilidades legais e evitar abusos durante manifestações futuras.
O Ministério da Educação não informou details adicionais sobre as vítimas ou sobre medidas de proteção aos estudantes. A imprensa local continua acompanhando a evolução das investigações e o desfecho das ocorrências.
Patrocinadores e autoridades seguem avaliando impactos para a comunidade estudantil e para o campus, onde a tensão permanece alta enquanto as autoridades tentam restabelecer a normalidade e apontar caminhos para a continuidade dos auxílios.
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