- Encontro entre Tarcísio de Freitas e a cúpula do MDB acende alerta no Planalto e passa a influenciar a estratégia de Lula para montar um palanque forte em São Paulo.
- A hipótese de o MDB indicar o vice na chapa de reeleição de Tarcísio reposiciona o xadrez político no maior colégio eleitoral e gera dúvidas sobre a continuidade de Simone Tebet no partido.
- O movimento preocupa a política de alianças de Lula e sinaliza novas dificuldades para um alinhamento nacional entre MDB e o governo federal.
- O MDB paulista, hoje próximo de Baleia Rossi, tende a se alinhar mais à direita, o que enfraquece a chance de fechamento com Lula no plano estadual e nacional.
- No PT, o objetivo principal é manter Haddad como protagonista em São Paulo, com cenários que envolvem Tebet no Senado, Tebet no governo ou apoio de Tebet ao PSB, mantendo o jogo em aberto.
O encontro entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a cúpula do MDB reacendeu a discussão sobre o papel do partido na chapa de reeleição do governador. A reunião, ocorrida nesta segunda-feira (9), repercute diretamente na estratégia do presidente Lula para montar um palanque forte em SP.
A possibilidade de o MDB indicar o vice na chapa de Tarcísio desloca o xadrez político do maior colégio eleitoral do país. A tensão envolve a permanência da ministra Simone Tebet no MDB e impõe novos desafios à estratégia de alianças do PT para 2026.
São Paulo deixa de ser uma disputa local e passa a ter peso central na estratégia nacional de Lula, em um movimento de aproximação com partidos de direita e do Centrão. O MDB aparece como ator-chave, mas enfrenta resistência interna para um apoio formal ao presidente.
A posição do MDB paulista depende de Baleia Rossi, hoje alinhado a Tarcísio. Esse alinhamento favorece o governador, dificultando uma aliança nacional entre MDB e Lula. A crise interna no partido pode influenciar cenários para 2026.
Como consequência, a ministra Simone Tebet tende a deixar o MDB caso decida disputar eleições, com o PSB como provável destino. A possível mudança é considerada decisiva para os desdobramentos eleitorais.
Cenários do PT para São Paulo
O PT mantém Haddad como protagonista em SP, com a ideia de reapresentá-lo como candidato ao governo. A ideia é preservar o foco do partido na capital e no interior, mantendo a força local.
Simone Tebet poderia entrar como candidata ao Senado, abrindo espaço para uma frente ampla no estado. A discussão envolve diferentes versões de palanque e equilíbrio entre PT, MDB e outras siglas.
Cenário 1 – Preferência do PT
- Haddad ao governo, Tebet ao Senado
- Alckmin permanece como vice de Lula
O modelo prioriza o protagonismo do PT em SP, dependendo da saída de Tebet do MDB para o PSB, para viabilizar o Senado. A decisão da ministra precisa ocorrer ainda neste mês, antes da janela partidária.
Cenário 2 – Alternativa favorável a Haddad
- Tebet ao governo, Haddad ao Senado
- Alckmin como vice de Lula
Esse arranjo é visto como mais confortável para Haddad, mas encontra resistência dentro do PT paulista, que teme abrir mão da cabeça de chapa no estado.
Cenário 3 – Menor probabilidade
- Alckmin ao governo, Haddad ao Senado
- Tebet no PSB como vice na chapa de Lula
A vice-presidência ficaria com o PSB, mantendo a lógica de uma mulher na vaga. Apesar da boa relação entre Lula e Alckmin, esse cenário é considerado improvável.
Movimento nacional
As Discussões sobre São Paulo refletem a estratégia de Lula de ampliar alianças com direita e Centrão para 2026. A escolha de nomes transcende o âmbito estadual e carrega peso nacional.
Nada está definitivo. As peças permanecem no tabuleiro e o jogo segue aberto.
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