- Quatro partidos de Sumar, com presença no governo, vão apresentar a 21 de fevereiro, em Madrid, as bases da “Aliança das Esquerdas” para as próximas eleições gerais.
- A pré-coalização entre Izquierda Unida, Más Madrid, Comunes e Movimento Sumar já recebeu o rótulo de “La Alianza de las Izquierdas”, ainda sem nome de candidatura ou lema.
- O objetivo é reeditar a confluência de 2023 e atrair novos atores para as eleições de 2027, em um cenário com liderança ainda incerta à esquerda do PSOE.
- O contexto político atual aponta para uma esquerda sem liderança clara e uma direita e ultradireita mais fortalecidas do que há dois anos e meio.
- No Senado, o presidente da Confederação Hidrográfica do Júcar (CHJ), Miguel Polo, deve depor em comissão de investigação sobre a dana de outubro de 2024; o governo também planeja declarar zona catastrófica em áreas da Andaluzia atingidas pela recente borrasca.
A líder do Sumar, Yolanda Díaz, anunciou que as quatro forças de governo com presença em Sumar vão lançar, no dia 21 de fevereiro, em Madrid, as bases de uma aliança para as próximas eleições gerais. O marco não revela o nome da candidatura nem o lema, mas oficializa a pré-coalização entre Izquierda Unida, Más Madrid, Comunes e Movimiento Sumar.
O objetivo é reeditar a confluência de 2023 e buscar novas adesões para as eleições de 2027. O contexto político atual mostra um espaço de esquerda menos definido que o da última eleição, com uma direita e uma ultradireita mais fortalecidas.
Paradoxa de Aragón: projeções e cenários eleitorais
Em 2023, Aragón distribuiu 7 cadeiras para o PP, 4 para o PSOE, 1 para Vox e 1 para Sumar. Com a votação de 2024, o PP ficou com 34%, PSOE com 24% e Vox com 18%. A Chunta Aragonesista subiu para 10%. A distância entre blocos permanece, mas reassume novas dinâmicas.
Especialistas apontam que mudanças de votos não se traduzem em escaños de forma direta devido ao sistema eleitoral espanhol e ao método d’Hondt, que valoriza provincias com menor numerário de cadeiras.
Panorama político: Vox avança em meio a descomforto do PP
Relatos de dirigentes do PP indicam perplexidade com o crescimento de Vox, mesmo com estratégias diferentes em Aragón e Extremadura. A escalada ultraconservadora levanta dúvidas sobre o equilíbrio entre firmeza de Vox e desaceleração de votos ao PP.
Na avaliação interna, a alta de Vox é vista como desafio para a coalizão de direita, que busca governabilidade em várias regiões, incluindo Castilha e León, após eleições recentes.
Antecedentes e próximos passos
A aliança de esquerda pretende manter o foco em uma agenda comum para 2027, ao mesmo tempo em que Cada partido mantém autonomia para questões locais. A data do anúncio formal é marcada para o encerramento de tratativas internas.
Quaisquer desdobramentos deverão considerar o impacto na hipotética distribuição de poder em diversas comunidades e no Congresso, conforme cenários eleitorais evoluem.
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