- Anas Sarwar pediu a renúncia de Keir Starmer; aliados escoceses defendem que ainda pode haver um desafio à liderança.
- Em Westminster, não havia um candidato pronto, e Downing Street atuou para manter Starmer com apoio de ministros.
- O timing foi questionado: Sarwar parecia isolado, e pesquisas mostram o Labour em terceiro, atrás de SNP e Reform UK, com 12 semanas até as eleições de maio.
- Apoiadores de Sarwar dizem que não houve intenção de provocar rebelião imediata, embora haja expectativa de que alguém no gabinete deseje disputar a liderança; há relatos sobre Epstein ou Mandelson.
- Crises como o caso Epstein, a questão das mulheres Waspi, o custo de vida e cortes a benefícios para discapacitados prejudicam a credibilidade do Labour na Escócia antes das eleições de maio.
Anás Sarwar, líder do Labour na Escócia, pediu o afastamento de Keir Starmer, gesto que tem dividido atores políticos e exposto tensões entre a direção nacional e as bases regionais. A denúncia pública ocorreu na segunda-feira, num momento em que Sarwar tentou justificar uma possível investida contra a liderança de Starmer. O episódio teve reverberação tanto no governo quanto no Parlamento da Escócia.
Fontes do Labour na Escócia argumentam que, embora arriscado, o movimento poderia abrir espaço para um desafio à liderança no futuro. Em Westminster, porém, ficou claro que nenhum possível postulante já planejava agir de imediato, e o governo de Rishi Sunak ganhou tempo para consolidar apoio entre os ministros do gabinete. A avaliação entre aliados de Starmer é de que o momento não favorece uma mudança abrupta.
Para Sarwar, a manobra surge em meio a pesquisas que apontam o Labour em terceiro lugar na Escócia, atrás do SNP e Reform UK, com 12 semanas até as eleições locais de maio. As avaliações internas indicam que a credibilidade do Labour na Escócia pode sofrer se a crise interna continuar a dominar a agenda, ofuscando problemas locais, como falhas de serviços públicos e dificuldades econômicas.
Contexto político na Escócia
Douglas Alexander, secretário-geral do Labour na Escócia, buscou reduzir a intensidade do atrito, descrevendo o conflito como uma troca de opiniões entre lideranças sem ressentimentos. Em entrevista, ele disse que Starmer mantém o objetivo de nomear Sarwar como Primeiro-Ministro da Escócia após as eleições, enquanto Sarwar reiterou seu compromisso de manter a pressão para levar o tema ao SNP.
Entre aliados de Sarwar, o tom foi de desmentimento de qualquer intenção de provocar rebelião imediata em Westminster. Há, porém, uma expectativa de que novas revelações envolvendo figuras como Epstein ou Peter Mandelson possam surgir e influenciar o debate público nos próximos dias. A percepção é de que o ambiente político continua acuado por crises nacionais.
Na coreografia de respostas, o governo mantém o foco em estabilizar Starmer e evitar um colapso de apoio, enquanto Sarwar busca sustentar a narrativa de que questões nacionais repercutem diretamente na vida dos eleitores na Escócia. O contexto eleitoral de maio permanece como fio condutor para as estratégias de comunicação de ambos os lados.
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