- A bandeira do orgulho LGBTQ+ foi removida do Stonewall National Monument, em Nova York, após um memorando de 21 de janeiro do Departamento do Interior.
- O memorando orienta gestores de parques a permitir apenas bandeiras oficiais, da agência ou POW/MIA, com exceção de faixas que deem contexto histórico.
- O presidente do conselho municipal de Manhattan, Brad Hoylman-Sigal, afirmou que a bandeira será erguida novamente e que não se pode apagar a história.
- Líderes do Senado e da cidade, como Chuck Schumer e Julie Menin, denunciaram a ação e pediram a devolução da bandeira; protesto já está programado para a noite de terça-feira.
- O Stonewall foi designado monumento nacional em dois mil e dezesseis; desde então houve controvérsias sobre exibição de bandeiras durante o Pride Month.
O governo dos Estados Unidos, na gestão de Donald Trump, removeu uma grande bandeira do orgulho do Stonewall National Monument, em Nova York. A ação ocorreu no fim de semana de 7 de fevereiro, após um memorando de 21 de janeiro do Departamento do Interior. A retirada é associada a orientações sobre o uso de bandeiras não institucionais em locais de patrimônio.
O monumento de Stonewall relembra os motins de junho de 1969, que marcaram o nascimento do movimento LGBTQ+. A retirada ocorreu no período em que o governo federal tem promovido revisões em iniciativas de diversidade e na linha de reinterpretação de parte da história mantida em parques nacionais.
Política de exibição de bandeiras
Um memorando do Interior estabelece que apenas bandeiras específicas, como a dos EUA, a da agência e a POW/MIA, podem aparecer em locais sob gestão federal, com exceção de bandeiras que ofereçam contexto histórico. O documento afirma que os mastros não funcionam como espaço de expressão pública, apenas para sinalizar o posicionamento oficial do governo.
O Departamento do Interior afirmou que a orientação recente busca aplicar uma política de longa data de forma uniforme em sites administrados pelo Serviço Nacional de Parques. Em resposta, autoridades locais destacaram o histórico de Stonewall como marco de direitos civis.
Reações e desdobramentos
Brad Hoylman-Sigal, presidente do conselho do município de Manhattan, disse que a bandeira será içada novamente e informou a retirada ao governo federal. O líder do Senado, Chuck Schumer, classificou a medida como inadequada e prometeu repará-la.
A um lado, políticos locais e nacionais pedem restituição da bandeira e organizam protestos. O Stonewall Inn, operador privado ligado ao memorial, descreveu a retirada como um ataque à história do parque. O movimento continua buscando esclarecer futuras exibições históricas no local.
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