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Streeting descarta chances de reeleição em mensagens de WhatsApp com Mandelson

Mensagens privadas de Streeting com Mandelson são tornadas públicas enquanto ele busca encerrar relação, alimentando rumores sobre sua pretensão de liderança

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Wes Streeting had a close friendship with Mandelson that, after the scandal that blew up last week, threatened to be a significant liability to his ambitions.
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  • Wes Streeting publicou mensagens privadas de WhatsApp com Peter Mandelson, divulgadas para tentar encerrar o envolvimento do secretário com o ex-peer em meio a controvérsias políticas.
  • As conversas indicam que Streeting via o governo sem estratégia de crescimento e criticava a comunicação de No. 10, em contexto de possível disputa pela liderança.
  • Os diálogos mostram um vínculo próximo com Mandelson, incluindo mensagens com sinais de afeto, e Streeting afirmando que não era “amigo próximo” dele, mas que não se pode ignorar a associação.
  • Streeting confirmou que disputará novamente o seu assento em Ilford North e afirmou ter recebido apoio de eleitores que não votaram na última eleição.
  • Em temas de política externa, Streeting defendeu reconhecer o estado da Palestina, alinhando-se a um posicionamento mais firme, enquanto o governo enfrentava críticas internas e a saída de membros próximos ao premiê.

Wes Streeting divulgou mensagens privadas no WhatsApp com Peter Mandelson, buscando marcar distância de um possível vínculo com o ex-peer. Nas conversas, o secretário de Saúde chegou a prever que estaria “toast” no próximo pleito, segundo o material público.

As mensagens, divulgadas entre agosto de 2024 e outubro do ano passado, sugerem que Streeting avaliava a ausência de uma estratégia de crescimento do governo e questionava a operação de comunicação do Executivo. A divulgação ocorre em meio a rumores sobre uma eventual disputa interna pela liderança.

Aliados do secretário afirmam que as mensagens não ocultam nada sobre o relacionamento com Mandelson. O escândalo já provocou a saída de Morgan McSweeney, chefe de gabinete de Starmer, que defendia a nomeação de Mandelson para Washington.

Desdobramentos políticos

Streeting, visto como possível candidato à liderança caso Starmer siga definido, apoiou publicamente o primeiro-ministro na segunda-feira, ao lado do restante do gabinete, para reduzir a pressão sobre seu cargo. Ele reconheceu que a semana não foi fácil para o governo, destacando o envolvimento de toda a equipe.

Em maio do ano anterior, Streeting admitiu haver dúvidas sobre o rumo econômico e disse não haver uma estratégia de crescimento. Uma parte das mensagens mostra preocupações com o impacto do posicionamento sobre reconhecimento do Estado da Palestina.

Em julho, quando Streeting lidava com críticas internas, Mandelson sugeriu que o problema do governo não vinha apenas das comunicações. Nas mensagens, Streeting manifestou receio de perder votos em seu reduto Ilford North.

A troca mais extensa ocorreu em julho, sobre reconhecer a Palestina. Streeting afirmou que, do ponto de vista moral e político, o país deveria avançar, citando um possível voto no Parlamento e o risco de derrota caso não estivesse à frente.

Posteriormente, Mandelson enviou a comunicação anunciando o fim da ambassadoria, e Streeting não respondeu. A publicação das mensagens coincidiu com Streeting anunciando a candidatura à reeleição em Ilford North.

Em uma coluna publicada pelo Guardian, Streeting contestou a ideia de ser “amigo próximo” de Mandelson, afirmando que manteria a associação, justificada por encontros ocasionais, aconselhamentos e vínculos familiares antigos.

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