- Wes Streeting publicou mensagens privadas de WhatsApp com Peter Mandelson, divulgadas para tentar encerrar o envolvimento do secretário com o ex-peer em meio a controvérsias políticas.
- As conversas indicam que Streeting via o governo sem estratégia de crescimento e criticava a comunicação de No. 10, em contexto de possível disputa pela liderança.
- Os diálogos mostram um vínculo próximo com Mandelson, incluindo mensagens com sinais de afeto, e Streeting afirmando que não era “amigo próximo” dele, mas que não se pode ignorar a associação.
- Streeting confirmou que disputará novamente o seu assento em Ilford North e afirmou ter recebido apoio de eleitores que não votaram na última eleição.
- Em temas de política externa, Streeting defendeu reconhecer o estado da Palestina, alinhando-se a um posicionamento mais firme, enquanto o governo enfrentava críticas internas e a saída de membros próximos ao premiê.
Wes Streeting divulgou mensagens privadas no WhatsApp com Peter Mandelson, buscando marcar distância de um possível vínculo com o ex-peer. Nas conversas, o secretário de Saúde chegou a prever que estaria “toast” no próximo pleito, segundo o material público.
As mensagens, divulgadas entre agosto de 2024 e outubro do ano passado, sugerem que Streeting avaliava a ausência de uma estratégia de crescimento do governo e questionava a operação de comunicação do Executivo. A divulgação ocorre em meio a rumores sobre uma eventual disputa interna pela liderança.
Aliados do secretário afirmam que as mensagens não ocultam nada sobre o relacionamento com Mandelson. O escândalo já provocou a saída de Morgan McSweeney, chefe de gabinete de Starmer, que defendia a nomeação de Mandelson para Washington.
Desdobramentos políticos
Streeting, visto como possível candidato à liderança caso Starmer siga definido, apoiou publicamente o primeiro-ministro na segunda-feira, ao lado do restante do gabinete, para reduzir a pressão sobre seu cargo. Ele reconheceu que a semana não foi fácil para o governo, destacando o envolvimento de toda a equipe.
Em maio do ano anterior, Streeting admitiu haver dúvidas sobre o rumo econômico e disse não haver uma estratégia de crescimento. Uma parte das mensagens mostra preocupações com o impacto do posicionamento sobre reconhecimento do Estado da Palestina.
Em julho, quando Streeting lidava com críticas internas, Mandelson sugeriu que o problema do governo não vinha apenas das comunicações. Nas mensagens, Streeting manifestou receio de perder votos em seu reduto Ilford North.
A troca mais extensa ocorreu em julho, sobre reconhecer a Palestina. Streeting afirmou que, do ponto de vista moral e político, o país deveria avançar, citando um possível voto no Parlamento e o risco de derrota caso não estivesse à frente.
Posteriormente, Mandelson enviou a comunicação anunciando o fim da ambassadoria, e Streeting não respondeu. A publicação das mensagens coincidiu com Streeting anunciando a candidatura à reeleição em Ilford North.
Em uma coluna publicada pelo Guardian, Streeting contestou a ideia de ser “amigo próximo” de Mandelson, afirmando que manteria a associação, justificada por encontros ocasionais, aconselhamentos e vínculos familiares antigos.
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