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Quem matou a Ordem Liberal Internacional?

Trump ameaça invadir a Groenlândia, reacende debate sobre o fim da ordem liberal internacional e seu efeito geopolítico global

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  • Existe um debate de décadas sobre o fim da ordem liberal internacional, com questionamentos sobre se ela está realmente morta ou se pode ressurgir.
  • Diversos episódios são usados para analisar a questão: intervenção na Kosovo em 1999, invasão do Iraque em 2003, envolvimento na Síria a partir de 2011, crises na Ucrânia desde 2022 e a crise em Gaza.
  • A intervenção militar liderada pela Otan para Kosovo é vista por aliados como funcionamento da ordem, enquanto críticos a consideram neoimperialismo norte‑americano.
  • O envolvimento americano na Síria e a resposta a uma ofensiva russa alimentaram debates sobre credibilidade, soberania e o papel do poder dos Estados Unidos na ordem internacional.
  • Em Greenland (dois mil e vinte e seis), o presidente dos Estados Unidos ameaçou invadir o país, elevando preocupações sobre a estabilidade da ordem e levando aliados a reconsiderarem alianças e estratégias de defesa.

O debate sobre o fim da ordem liberal internacional volta às manchetes. O tema, que já ganhou vários vereditos ao longo de décadas, volta a ganhar fôlego com críticas de que políticas dos EUA teriam minado o sistema de normas e instituições que moldam a cooperação global.

Nas últimas semanas, defensores e críticos discutem se a ordem está morta ou apenas adormecida. As interpretações variam conforme a perspectiva sobre o papel dos EUA, do multilateralismo e das intervenções militares ao longo dos anos.

Kosovo

Em 1999, a OTAN atuou para interromper a ofensiva de Slobodan Milosevic no Kosovo, com apoio de Washington. A medida abriu caminho para reconhecimento parcial do território em 2008, apesar da objeção da Sérvia. Críticos veem nisso um precedente de mudança de fronteiras pela força.

Iraq

Em 2003, a invasão do Iraque foi apresentada como passo rumo à democracia, mas houve ampla percepção de unilateralismo, mesmo com alianças. A partir daí, críticos argumentam que intervenções militares levantaram dúvidas sobre a legitimidade de ações sob o manto liberal.

Síria

Entre 2011 e 2016, a decisão de não intervir diretamente na Síria gerou debate sobre credibilidade ocidental. A entrada russa em 2015 mudou o terreno, levando a críticas sobre os custos humanos e a eficácia da ordem internacional.

Ucrânia

A invasão russa da Crimeia e do Donbass reacendeu a questão da robustez da ordem. Defensores e críticos discutem se a resposta americana foi suficiente para conter a agressão e molde de normas internacionais.

Gaza

Após o ataque do Hamas em 2023, a resposta israelense gerou críticas sobre a consistência da posição ocidental. Observadores destacam percepções de hipocrisia e impacto sobre a credibilidade da ordem após décadas de intervenção seletiva.

Greenland

Em meio a acusações de que a ordem estaria sendo destruída por ações agressivas, Trump ameaçou invadir Groenlândia, provocando tensão com aliados da OTAN. A medida acelerou debates sobre a efetividade da liderança norte-americana.

Panorama atual

O debate aponta para um momento de reavaliação: a ordem pode perder força, mas não está necessariamente extinta. Países europeus intensificam pesquisas por defesa própria e reavaliam alianças, enquanto a política externa dos EUA passa por mudanças.

O que se verifica é uma soma de fatores: crises regionais, intervenções militares, disputas fronteiriças e reconfigurações de poder. A leitura dos acontecimentos varia conforme a lente analítica, sem consenso definitivo sobre o estado da ordem.

O futuro próximo tende a ser marcado por maior autonomia regional, aumento de investimentos militares e ajustes na governança global. A permanente vigilância sobre violações de direitos humanos continua sendo um tema central na avaliação do sistema internacional.

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