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Porto Rico: entenda o debate sobre seu status em relação aos EUA

Porto Rico permanece em status ambíguo entre território americano e não‑estado, com direitos limitados e debate sobre colônia de Washington

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Feb 8, 2026; Santa Clara, CA, USA; Recording artist Bad Bunny performs at halftime in Super Bowl LX between the New England Patriots and the Seattle Seahawks at Levi's Stadium. Mandatory Credit: Kirby Lee-Imagn Images
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  • Porto Rico é território dos Estados Unidos no Caribe, com cerca de 3,2 milhões de habitantes. Não é estado, não vota para presidente e não tem representantes no Congresso, mas segue leis federais e abriga bases militares.
  • Especialistas dizem que a ilha funciona como colônia de Washington, embora tenha autonomia administrativa; a ONU não a classifica como colônia clássica, mas o Comitê Especial sobre Descolonização a vê como caso de situação colonial.
  • Em 1952, Porto Rico tornou-se Estado Livre Associado; cidadãos porto-riquenhos ganharam cidadania em 1917; ainda assim não têm pleno direito político nos EUA.
  • Houve sete referendos desde 1967; o mais recente, em 2024, aponta 58% para estado, 29% para livre associação e 11% para independência; as consultas não são vinculantes no Congresso.
  • Bad Bunny fez o show de intervalo do Super Bowl em São Francisco, cantando em espanhol e defendendo a cultura porto-riquenha, em meio a críticas a políticas de imigração.

Porto Rico, território dos EUA no Caribe, tem status político ambíguo. Com 8,9 mil km² e cerca de 3,2 milhões de habitantes, a ilha mantém língua espanhola e cultura latino-americana. Não é estado, mas está sujeito a leis federais e pode ter bases militares estadunidenses.

Embora porto-riquenhos tenham livre trânsito nos EUA e possam eleger o governador, não votam para presidente nem elegem representantes com voto no Congresso. Ao mesmo tempo, estão submetidos a leis federais e às decisões de Washington, sem participação plena em relações internacionais.

Essa situação leva especialistas a classificarem Porto Rico como colônia de Washington, embora a ONU reconheça autonomia administrativa que impede enquadramento como colônia clássica. O debate envolve termos como protetorado e Estado Livre Associado.

Bad Bunny e o palco do Super Bowl

No domingo, Bad Bunny apresentou-se no intervalo do Super Bowl em São Francisco, cantando em espanhol. A performance destacou culturas latino-americanas entre imigrantes presentes no estadio.

O artista é conhecido por críticas à política de imigração dos EUA e, na apresentação, mencionou o slogan Deus abençoe a América, seguido de saudações a países latino-americanos. Bandeiras de várias nações foram exibidas no estádio.

Ponto de vista internacional

Especialistas divergem sobre a classificação de Porto Rico. Para Gustavo Menon, professor da UCB, a ilha funciona como protetorado, com soberania administrativa restrita mas sem plenos direitos dos demais norte-americanos. A ONU não a inclui na lista de Territórios Não Autônomos desde 1952.

Relatórios do Comitê Especial sobre Descolonização apontam que o governo dos EUA mantém domínio sobre áreas-chave como defesa e comércio, mantendo o autogoverno em áreas limitadas. Porto Rico, porém, realiza referendos consultivos sobre seu status político, sem efeito vinculante no Congresso.

Referendos sobre o status

Desde 1967, Porto Rico realizou sete referendos sobre seu status político. Em 2024, 58% votaram pela possibilidade de se tornar estado, 29% apoiaram livre associação e 11% optaram pela independência. As consultas, contudo, não são consideradas vinculantes pelo Congresso.

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