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Polícia norueguesa investiga casal de diplomatas por corrupção ligada a Epstein

Polícia norueguesa investiga casal de diplomatas, incluindo Mona Juul, por suposta corrupção ligada a Epstein; apuração mira transações de 2018 e viagens anteriores

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Norway's Ambassador to the United Nations Mona Juul addresses the United Nations Security Council during a meeting, amid Russia's invasion of Ukraine, at the United Nations Headquarters in Manhattan, New York City, New York, U.S., April 5, 2022. REUTERS/Andrew Kelly/File Photo
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  • A polícia de Oslo abriu uma nova investigação ligada aos arquivos de Epstein, envolvendo a ex-embaixadora Mona Juul e o marido, Terje Roed-Larsen, suspeitos de corrupção grave e conluio, respectivamente.
  • Juul deixou o cargo de embaixadora para Jordânia e Iraque no domingo; Roed-Larsen já foi ministro e líder do International Peace Institute, organização com sede em Nova York.
  • O casal teve papel relevante nos acordos de Oslo, de 1993 a 1995, que tentaram promover a paz entre Israel e Palestina.
  • A investigação foca se Juul recebeu benefícios ligados à sua posição; Roed-Larsen é investigado por uma transação imobiliária de 2018 e viagens anteriores.
  • Documentos divulgados pela Justiça norte-americana mostram planos de visitar a ilha privada de Epstein em 2011 e mensagens em que Roed-Larsen o chama de “melhor amigo”.

A polícia da Noruega abriu uma investigação de corrupção envolvendo dois diplomatas de alto escalão, em meio a um escândalo ligado a Jeffrey Epstein. Mona Juul, ex-embaixadora da Noruega na Jordânia e no Iraque, é suspeita de corrupção gravíssima. Seu marido, Terje Roed-Larsen, ex-ministro de Estado, é suspeito de complicidade.

A operação foi anunciada pela unidade de crimes financeiros, Økokrim, na segunda-feira. A investigação busca entender se Juul recebeu benefícios vinculados à sua posição diplomática e envolve também Roed-Larsen em relação a transações imobiliárias.

Roed-Larsen já admitiu ter mantido relação próxima com Epstein, pedindo desculpas publicamente e deixando o cargo de CEO do International Peace Institute em 2020. As evidências vieram à tona com a liberação de arquivos do DOJ dos EUA no mês passado.

Juul atuou como representante da Noruega no Israel, Reino Unido e ONU durante a carreira. Os arquivos mencionam planos de viagem do casal à ilha particular de Epstein em 2011, sem confirmação de ocorrência, e trocas de mensagens com Epstein sobre negócios imobiliários em Osla em 2018.

A apuração analisa ainda se houve favorecimento relacionado a aquisição de um apartamento em Oslo e mensagens que sugerem pressões sobre vendedores, segundo o material apresentado. Advogados de Juul e Roed-Larsen não comentaram oficialmente.

Roed-Larsen, hoje com 78 anos, já ocupou cargo ministerial em 1996, no governo de Thorbjørn Jagland. Juul e Roed-Larsen integraram um grupo de diplomatas envolvidos nos Acordos de Oslo de 1993-1995, conforme o escrito, embora a paz na região permaneça desafiadora.

Cidadãos noruegueses citados pelos arquivos incluem ainda outros nomes de figuras de alto perfil, com foco na magnitude das ligações com Epstein. As autoridades destacam que a investigação é abrangente e pode se estender ao longo do tempo.

A Reuters entrou em contato com representantes legais do casal, que não responderam de imediato. A apuração continua em andamento, com a expectativa de esclarecer as transações e viagens associadas ao caso Epstein.

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