- O presidente da Câmara, Hugo Motta, iniciou o ano legislativo buscando equilibrar forças entre o Planalto e o Congresso.
- Nesta segunda-feira, 9 de janeiro, Motta avançou com a pauta do governo Lula ao fim da escala de trabalho 6×1, encaminhando as propostas de emenda à Constituição para a Comissão de Constituição e Justiça.
- O objetivo é ampliar o apelo eleitoral do governo às vésperas das eleições de outubro, segundo a percepção nos bastidores.
- Ainda no dia, Motta reuniu-se com líderes da oposição, especialmente do PL, para ouvir demandas e organizar a atuação do bloco.
- Entre os temas do interesse oposicionista estão o veto presidencial ao projeto de redução de penas dos golpistas do 8 de janeiro, CPIs e pautas de endurecimento penal e segurança pública, sem definição sobre a pauta de votações.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deu início ao ano legislativo tentando equilibrar forças em um Congresso pressionado pelo calendário eleitoral. Nesta segunda-feira 9, ele deu andamento à proposta de fim da escala de trabalho 6×1, bandeira associada ao governo Lula, e abriu diálogo com a oposição bolsonarista para alinhar a pauta do bloco.
Pouco depois, Motta encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça as propostas de emenda à Constituição que tratam do fim da jornada 6×1. A medida é vista como prioridade para o Planalto e foi interpretada pela oposição como sinal de alinhamento com o Executivo.
Ainda nesta segunda, o presidente da Câmara reuniu-se com líderes da oposição, especialmente do PL, para ouvir demandas e organizar a atuação do bloco no ano legislativo, que será mais curto devido às eleições. O objetivo foi reduzir tensões entre governo e oposição.
Entre as pautas defendidas pela oposição estão a análise do veto presidencial ao projeto de redução de penas dos golpistas de 8 de janeiro, pedidos de CPIs e temas de enfrentamento ao Supremo Tribunal Federal. Também há interesse em acelerar propostas de segurança pública e endurecimento penal.
Não há definição sobre quais demandas efetivamente serão votadas. O discurso é de alinhamento e organização de prioridades, sem compromissos explícitos. Contudo, congressistas avaliam que o movimento de Motta busca reduzir tensões após o avanço de uma agenda favorável ao governo.
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