- Lula, em São Paulo, no Instituto Butantan, afirmou em tom de brincadeira que, se Donald Trump soubesse o que significa a sanguinidade de Lampião, não o provocaria.
- O discurso foi descrito como combativo pelo entorno.
- O presidente disse que não quer briga com Trump porque “poderia ganhar”.
- O assunto inclui o tariffamento americano de produtos brasileiros, com tarifa de 10% após recuo de 40%, ainda com alguns itens fora da desoneração.
- O discurso sinaliza o fim da fase “Lulinha paz e amor”, tema que ganhou força ao associar Lampião à população pobre.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta segunda-feira (9), em São Paulo, de um evento no Instituto Butantan. Em tom de brincadeira, ele comentou que, se o presidente dos EUA, Donald Trump, soubesse o que significa a “sanguinidade” do cangaceiro Lampião, não o provocaria. A fala ocorreu durante discurso no local.
Ainda segundo Lula, não vale a pena entrar em confronto com Trump, pois ele próprio poderia vencer esse duelo. O petista citou possíveis cenários de retórica belicista e questionou qual seria a utilidade de desfiar bravatas diante de um eventual desentendimento.
Sobre a relação comercial entre Brasil e EUA, o governo americano manteve tarifas de exportação de 10% sobre produtos brasileiros, após uma queda nas taxas adicionais de 40% em alguns itens, com exceção de alguns produtos. Lula já havia mencionado, em outra ocasião, que Trump é um “amigo” e reconheceu a existência de uma certa afinidade entre eles.
O anúncio faz parte de um recorte em que Lula já sinalizou mudanças na sua linha estratégica. Nos últimos meses, o tom do presidente tem ficado mais contundente, afastando-se da pose de moderado que o acompanhou em mandatos anteriores.
Lampião, figura histórica vinculada ao Nordeste, é usado pelo governo para associar políticas públicas a uma imagem de luta pela justiça social. A referência, porém, é debatida entre pesquisadores: enquanto alguns o enxergam como símbolo de resistência popular, outros o veem como criminoso que atacava principalmente comunidades pobres.
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