- Sussan Ley avisou que a desunião é fatal para o grupo enquanto cresce a expectativa de que Angus Taylor possa lançar uma liderança.
- Em encontro a portas fechadas, Jane Hume desafiou Ley a apresentar estratégias para reverter a baixa de apoio do partido.
- Não houve votação de substituição na reunião do grupo liberal, com estimativas indicando que a possibilidade era improvável.
- Taylor é visto como candidato com apoio suficiente por seus setores, após a última pesquisa mostrar o bloco conservador com apenas 18% da votação principal.
- Moderados apoiam Ley, enquanto há pressão interna para que Taylor revele seus planos; Turnbull pediu clareza sobre candidaturas.
Sussan Ley alertou colegas do Liberalismo sobre o risco de ficar dividido, à medida que cresce a especulação de que Angus Taylor pode iniciar um desafio pela liderança. A discussão ocorreu no encerramento da sessão do partido, quando a possibilidade de um voto de confiança foi considerada improvável pela ausência de senadores nas audiências de orçamento.
Jane Hume, deputada da Vítoria e veterana do parlamento, participou do encontro privado e pressionou Ley a indicar como pretende reverter o quadro político do grupo. Segundo relatos de dois deputados presentes, Ley respondeu que a desunião representa um risco grave para o partido.
Hume, moderada, já apoiou Taylor no pleito de liderança anterior contra Ley, o que gerou ruptura com aliados da direita do partido. O ex-ministro das Finanças substituto manteve-se próximo a Taylor, que trabalhou com ele quando este era tesoureiro da oposição sob Dutton.
Cenário de liderança
No momento, Taylor tem apoiadores que dizem possuir votos suficientes para vencer a contenda, citando queda de apoio ao governo e números eleitorais desfavoráveis. Pesquisas indicam recuo do voto primário do conjunto para cerca de 18%, com a distância para o One Nation se ampliando.
Alguns aliados preveem que o atual ministro da Defesa Sombra pode deixar o frontbench ainda nesta semana, abrindo espaço para o anúncio oficial de liderança. A direção conservadora, no entanto, diz que o timing ainda não está definido.
Ley não sinaliza afastamento voluntário, e seus apoiadores afirmam que a convergência necessária com o centro-direita é fundamental para consolidar a liderança. O grupo moderado permanece alinhado à atual líder e rejeita negociações para forçar sua saída.
Reações entre as bancadas
Entre os defensores de Ley, Andrew Bragg indicou apoio à continuidade da liderança. Jonathon Duniam pediu clareza explícita sobre as intenções de Taylor. Malcolm Turnbull ponderou publicamente que quem deseja liderar deve declarar a intenção, condição que ele próprio cumpriu no passado.
A oposição trabalhista também reagiu. Tanya Plibersek comentou que Ley ainda não teve chance suficiente para conduzir o partido e ressaltou o impacto do conflito interno na democracia. Ela destacou a importância de manter uma oposição sólida e coesa.
O pleito pela liderança já ocorreu anteriormente, com Ley recebendo 29 votos a 25 para manter a posição. A composição da bancada mudou desde então, com a saída de alguns apoiadores de Ley e a entrada de novas filiações em cargos-chave.
Fonte: The Guardian apurou que a discussão sobre liderança permanece em aberto, com diferentes parcelas do partido buscando desfecho que mantenha a coalizão estável diante das próximas votações e do cenário político atual.
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