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Irã prende principais reformistas próximos ao presidente

Prisões de dirigentes reformistas próximos ao presidente elevam a tensão política após críticas à condução das protestas

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Azar Mansouri was arrested after declaring ‘disgust and anger toward those who dragged the youth of this land into earth and blood’. Photograph: Mohammad Hossein Velayati/Hossein Velayati/Wikimedia
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  • O chefe do Reformists Front, Azar Mansouri, foi preso pelo Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, em meio a tensões sobre os protestos recentes.
  • Também foram presos Ebrahim Asgharzadeh, chefe do comitê político, e Mohsen Aminzadeh, ex‑deputado estrangeiro, sinalizando um cerco a figuras reformistas próximas ao governo.
  • Pelo menos dois outros integrantes proeminentes do Reformists Front receberam ordem para se apresentarem a delegacias nesta semana.
  • Os procuradores afirmaram que os detidos tentaram justificar ações de “infantaria de terror” e atuavam em parceria com os Estados Unidos e Israel, acusando-os de subverter a unidade nacional.
  • Separadamente, Narges Mohammadi recebeu uma nova sentença de sete anos de prisão, após anunciar transferência para hospital e retorno à cadeia durante tratamento.

Azar Mansouri, secretária-geral do Islamic Iran People e líder do Reformists Front, foi detida pelo Corpo das Forças Revolucionárias Islâmicas. A organização apoiou a eleição do presidente Masoud Pezeshkian. A ação sinaliza endurecimento do governo frente às críticas às últimas manifestações.

Ebrahim Asgharzadeh, responsável pela comissão política do Reformists Front, e Mohsen Aminzadeh, ex-subsecretário de Relações Exteriores, também foram presos. Segundo relatos, outras figuras de destaque do movimento foram convocadas a se apresentar em delegacias nesta semana.

Agência de segurança e acusações oficiais

O Ministério Público de Teerã afirmou que os detidos tentaram justificar “as ações de infantaria terrorista” e estariam em conluio com EUA e Israel. Acusam-nos de atacar a unidade nacional, apoiar a carta constitucional e criar mecanismos subversivos.

Gholam-Hossein Mohseni-Ejei, chefe do Judiciário, disse que vozes contrárias ao regime agem em comunhão com o regime sionista e com os EUA, desencadeando advertências sobre perdas para quem critica o governo. O comentário foi veiculado pela apuração oficial.

Contexto das detenções e críticas

Mansouri já havia condenado as mortes de manifestantes, afirmando que o sangue das vítimas não seria esquecido. Ela também afirmou que não apoiava intervenções estrangeiras, mesmo ao cobrar esclarecimentos sobre as ações de segurança.

As detenções ocorrem após a prisão de quatro defensores dos direitos humanos que pediam um referendo democrático, em uma declaração apoiada por 17 ativistas proeminentes. Três signatários foram detidos inicialmente.

Papel de Pezeshkian e desdobramentos

Pezeshkian abriu uma comissão de apuração sobre os protestos, embora não se espere que o resultado critique o IRGC. A prisão de aliados próximos mostra o peso das decisões estratégicas dentro do governo e o limiar de dissenso permitido.

Narges Mohammadi, ganhadora do Nobel da Paz, recebeu uma nova condenação de sete anos de prisão. Ela permanece em regime de prisão, tendo relatado transferência a hospital, depois retornando à cadeia sem concluir o tratamento.

Perspectivas e desenvolvimento regional

O giro de ações contra reformistas ocorre em meio a tensões regionais. A guarda alta sobre opositores coincide com críticas sobre a resposta governamental aos protestos, num momento de maior scrutinio interno sobre a condução do país.

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