- Kit Rocha e Courtney Milan mobilizam voluntários para imprimir apitos em 3D que alertam a comunidade sobre apreensões do ICE nos EUA.
- A ação já distribuiu meio milhão de apitos gratuitos para quarenta e nove estados, sendo duzentos mil deles na primeira semana de fevereiro.
- Não há liderança única: vagas de pedidos são gerenciadas por voluntários, com as solicitações registradas em planilha e atendidas conforme disponibilidade.
- A iniciativa ganhou força após casos de prisões vistas em Chicago, Los Angeles e outras cidades, com apitos vistos como ferramenta de vigilância comunitária.
- o projeto depende de doações de filamento, arrecadações e parcerias com fabricantes para ampliar a produção e manter as regras que orientam o uso dos apitos.
A organização de Kit Rocha e Courtney Milan produziu e distribuiu centenas de milhares de apitos impressos em 3D para ajudar moradores a alertar uns aos outros sobre abordagens de agentes do ICE, buscando tornar a presença policial mais visível e documentada. A iniciativa transformou apitos em ferramenta de comunicação comunitária, com 200 mil unidades enviadas na primeira semana de fevereiro e um total de meio milhão já distribuídas em 49 estados dos EUA.
Ao longo de meses, o movimento ganhou força por meio de grupos voluntários que organizam pedidos de apitos para igrejas, escolas e bairros. Não há obrigações sobre quem imprime ou atende cada pedido; as comunidades gerenciam as solicitações via chats de apoio e planilhas compartilhadas, mantendo uma cultura de coordenação independente.
O projeto ganhou impulso após casos de ações do ICE em cidades como Chicago e Minneapolis. Em Chicago, residentes que já utilizavam técnicas de apito passaram a colaborar com Rocha, Hilleren e outras apoiadoras para ampliar a distribuição. Em Minneapolis, o abate de um morador por agentes do ICE intensificou o engajamento local e acelerou doações de suprimentos.
Os apoios incluem doações de filamento para impressão, com voluntários recebendo recursos de campanhas coletivas e de empresas parceiras. Um programa de filamento acessível, com opções de doação por roll de material, tornou viável manter a produção constante por equipes de voluntários.
O grupo, chamado de Whistle Crew, reúne dezenas de membros que compartilham designs de apitos, dicas de impressão e melhorias de processo. O objetivo é ampliar o alcance sem instruções para atividades ilegais, preservando a autoridade de observação cívica e o direito de reunião.
Entre as regras, destaque-se a vedação de conteúdos que orientem atividades ilegais e a manutenção de uma coordenação descentralizada, sem controle direto de admins. A comunidade afirma que o foco é facilitar a comunicação entre vizinhos e fortalecer redes de apoio, sem substituir a atuação institucional.
Apesar dos relatos de impacto, integrantes reconhecem que apitos não impedem atos violentos nem garantem salvaguardas, mas destacam o papel de alertas sonoros para mobilização rápida, registro de situações e encorajamento de redes de apoio locais.
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