- O partido Bhumjaithai venceu as eleições, com cerca de 192 de 500 cadeiras, ficando longe da maioria, mas com grande poder de barganha para formar governo.
- O Partido do Povo ficou em segundo lugar, com 117 cadeiras, seguido pelo Pheu Thai, com 74, em seu pior resultado eleitoral.
- A vitória amplia o apoio de Anutin Chanvirakul no sul e no nordeste, fortalecendo sua posição para negociar coalizões com partidos menores.
- A formação de um governo dependerá de alianças com pequenos partidos; o apoio do Partido do Povo não deve se repetir como bloco concorrente.
- O parlamento tem até sessenta dias para eleger o premiê, após a certificação dos resultados, com o processo exigindo votos da maioria dos cinqüenta deputados.
O partido Bhumjaithai scrolling para uma vitória decisiva nas eleições gerais da Tailândia, no fim de semana, consolidando Anutin Chanvirakul como favorito para se tornar o primeiro premiê reeleito em 20 anos. A legenda ampliou sua bancada, tendo cerca de 192 das 500 cadeiras no parlamento, com 95% das urnas apuradas.
O resultado deixou claro o afastamento de rivais como o partido Pheu Thai e o People’s Party, que tiveram desempenhos mais modestos. O Pheu Thai ficou com 74 assentos, enquanto o People’s Party somou 117, após a votação na capital e nas regiões norte e leste.
Apesar da vantagem, Bhumjaithai não tem maioria absoluta. Com 192 assentos, Anutin tem poder de barganha para formar coalizão, contando com apoio de pequenos partidos. O People’s Party já indicou que não formará uma aliança concorrente.
Entre as possibilidades, uma coalizão entre Bhumjaithai e Pheu Thai é viável, ainda que Anutin tenha tentado impedir ajuste com a ala Shinawatra no passado. Pequenos partidos, somando cerca de 117 cadeiras, também podem sustentar uma maioria estreita.
A vitória amplia a influência do establishment e de setores conservadores, que tendem a respaldar o novo governo. Resta saber como ficará alinhado o governo com o aparato estatal e empresarial, além do papel das forças militares.
Quando a apuração estiver concluída, o Parlamento deverá escolher o presidente e o primeiro-ministro em até 60 dias. Em até 15 dias após a certificação oficial, a casa deve indicar um candidato ao cargo, que precisa de apoio de mais da metade dos 500 deputados. Se não houver acordo, a votação é repetida.
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