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Dois Scott Farquhar: mudança mínima afeta a transparência política da Austrália

Mudanças na divulgação de doadores removem endereços, dificultando a verificação e a transparência de financiamento político na Austrália

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Scott Farquhar, the billionaire co-founder of Atlassian, was mistakenly identified as having donated $22,250 to the Queensland Greens due to a donation by a Brisbane resident of the same name.
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  • Uma mudança na legislação eleitoral australiana, em fevereiro de 2025, removeu a exigência de publicar endereços de doadores, dificultando a verificação de identidades e a transparência das doações.
  • Anteriormente, os PDFs de declarações vinham com nome e endereço do doador, permitindo checagens cruzadas com outras informações públicas.
  • A remoção afeta cerca de cinco mil entidades, que passam a ter apenas o nome para identificar quem fez as doações.
  • Ainda é possível verificar identidades por meio de outros dados, mas isso exige mais tempo e nem sempre é viável com a mesma precisão.
  • A presidente do jornalismo observa que é preciso equilibrar privacidade dos doadores com a transparência do financiamento partidário, sugerindo opções como incluir código postal ou data de nascimento para verificação sem expor endereços residenciais.

A evolução das regras de prestação de contas de doações políticas na Austrália gerou um desencontro de identidades e atrasos na verificação. Em disclosures recentes, surgiu a dúvida se Scott Farquhar, cofundador da Atlassian, doou 22.250 dólares ao Partido Verde de Queensland, além de 1,5 milhão para Climate 200. Verificações iniciais apontaram para dois perfis distintos com o mesmo nome.

Relatórios chegaram a implicar o empresário ligado à Atlassian na doação aos Verdes, apenas para depois excluir a menção. Análises de dados também mostraram o mesmo padrão, levantando questionamentos sobre identidades duplas em doações políticas.

Mudança na forma de reporte

Antes de 2025, cada doação trazia um PDF com a declaração, incluindo nome e endereço do doador, facilitando a checagem de coincidências entre doações e pessoas públicas. A divulgação ajudava a cruzar informações com registros empresariais.

Em 2025, o governo de Anthony Albanese alterou a Lei Eleitoral para eliminar a exigência de publicar endereços. A mudança é retroativa, deixando cerca de 5 mil entidades apenas com nomes para identificação.

Desafios para a transparência

A remoção dos endereços complica a verificação de doadores, aumentando o tempo gasto por veículos de imprensa para confirmar identidades. O registro público passou a depender de dados cada vez menos detalhados.

O AEC informou que, em casos raros de coincidência de nomes, é usado um identificador único de cada entidade para distinguir doadores. Esse identificador aparece nas URLs públicas, mas não nos dados exportados.

Impactos práticos e perspectivas

Especialistas apontam que o equilíbrio entre privacidade e transparência precisa de soluções alternativas, como incluir código postal ou data de nascimento para checagens, sem expor endereços residenciais.

Embora jornalistas consigam confirmar identidades por meios paralelos, o processo é mais lento e menos direto. A tendência é de maior dificuldade na divulgação oportuna de doações.

Conclusões provisórias

O caso envolvendo dois Scott Farquhars ilustra como mudanças legais podem reduzir a clareza sobre de onde vêm os recursos partidários. A discussão permanece sobre o melhor caminho para proteger doadores sem perder a transparência.

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