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Diplomata sênior russo diz que Moscou também precisa de garantias de segurança

Diplomata russo afirma que acordo com a Ucrânia deve incluir garantias de segurança para Moscou, incluindo veto à adesão da Ucrânia à Otan

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Russia's Deputy Foreign Minister Alexander Grushko looks on during a meeting with Turkish Foreign Minister Hakan Fidan in Moscow, Russia, August 31, 2023. REUTERS/Maxim Shemetov/Pool
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  • O vice-ministro russo das Relações Exteriores, Alexander Grushko, afirmou que um acordo de paz com a Ucrânia deve incluir garantias de segurança para a Rússia.
  • Grushko disse que, embora haja reconhecimento dos interesses de segurança da Ucrânia, é essencial considerar os interesses de segurança da Rússia.
  • Ele criticou que, ao analisar as mensagens dos líderes da União Europeia, ninguém fala sobre garantias de segurança para a Rússia, elemento-chave de um acordo.
  • Negociadores russo e ucranianos, com representantes dos Estados Unidos, fizeram duas rodadas de conversas nos Emirados; ainda sem acordo, houve a primeira troca de prisioneiros de guerra em cinco meses na reunião mais recente.
  • Grushko listou elementos que poderiam constar nessas garantias, incluindo a oposição à adesão da Ucrânia à OTAN, a rejeição de tropas da OTAN na Ucrânia e o fim do uso do território ucraniano para ameaçar a Rússia; o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, disse que documentos sobre garantias para a Ucrânia estavam prontos.

O objetivo de um acordo para encerrar o conflito entre Rússia e Ucrânia deve incluir garantias de segurança para a Rússia, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores russo Alexander Gruschko. A declaração foi publicada pela Izvestia nesta terça-feira.

Gruschko ressaltou que a paz não pode ignorar interesses estratégicos da Rússia e afirmou que, ao analisar declarações de líderes da União Europeia, não se vê garantias de segurança para a Rússia. Segundo ele, esse ponto é essencial para qualquer pacto.

Atualmente, negociadores russos e ucranianos participaram de dois ciclos de diálogo nas últimas semanas, com a participação de representantes dos EUA nos Emirados Árabes Unidos. Ainda não houve um acordo de paz definitivo.

Apesar de as negociações resultarem apenas em um acordo de troca de prisioneiros na última reunião, os envolvidos continuam com as negociações para uma rodada futura. Ainda não há data definida para o próximo encontro.

No front doméstico, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy afirmou que documentos sobre garantias de segurança para a Ucrânia estavam prontos, o que não garantiu, porém, um avanço imediato nas tratativas.

Entre os pontos discutidos, Gruschko mencionou itens que poderiam integrar as garantias, incluindo a vedação à adesão da Ucrânia à NATO, a não implantação de tropas da aliança no território ucraniano e o fim do uso do território da Ucrânia para ameaçar a Rússia.

As partes concordaram em participar de futuras rodadas de negociações, mas ainda não definiram datas. Zelenskiy indicou a possibilidade de novo encontro a ocorrer nos Estados Unidos. As negociações seguem sem conclusão.

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