- O socialista Antonio José Seguro venceu as eleições presidenciais em Portugal com 66,8% dos votos, segundo a apuração de domingo, derrotando André Ventura.
- Ventura obteve 33,2% dos votos, cerca de 413 mil a mais que na primeira rodada, aproximando o Chega de se tornar a maior bancada parlamentar na próxima legislatura, prevista para 2029 sem convocação de eleição antecipada.
- A vitória de Seguro ocorreu com o apoio de figuras conservadoras, um movimento considerado raro na Europa, o que pode incentivar uma aliança centrista para evitar o avanço do Chega.
- Analistas destacam que, mesmo com o crescimento do apoio ao Chega, Ventura não conseguiu conquistar a maioria dos votos de centro-direita.
- No parlamento, o Chega permanece como a segunda maior bancada, mas o cenário eleitoral futuro pode diluir o suporte à sigla.
Em Lisboa, no domingo, Antonio José Seguro, candidato socialista, venceu o runoff da eleição presidencial, em Portugal, consolidando uma vitória decisiva. Analistas apontam que dois terços do eleitorado apoiaram o candidato moderado, incluindo grande parte dos conservadores, contra o adversário de direita radical, Ventura, da CHEGA, que ficou em torno de 33%.
Apesar da vitória de Seguro, o desempenho de Ventura, comparado à primeira volta no mês passado e às eleições de 2025, colocou a CHEGA perto de se tornar a maior força parlamentar na próxima eleição, prevista apenas para 2029, salvo antecipação. A formação já ocupa a segunda posição na Câmara.
A presença de figuras conservadoras apoiando Seguro na disputa presidencial, prática incomum na Europa, pode estimular um eventual reforço de centro para manter a CHEGA longe do poder no futuro, segundo analistas. Ainda assim, a disputa parlamentar tende a diluir o apoio atual de Ventura.
Com o resultado, a CHEGA mantém presença relevante no espectro político, mas não atingiu maioria entre votos de centro-direita, segundo especialistas. Observadores destacam que o crescimento da legenda não indica, por ora, ascensão absoluta no eleitorado de direita.
Parlamento em Portugal permanece fragmentado, com o bloco de centro-direita ainda dividido entre várias forças. A eleição parlamentar não ocorre neste momento, o que pode influenciar o ritmo de consolidação de alianças políticas e o espaço do CHEGA à frente, conforme análises de especialistas.
Em ruas de Lisboa, a percepção sobre o aumento da força da CHEGA Divide opiniões: parte da população celebra menor perspectiva de avanço da legenda, enquanto outros veem sinais de maior aceitação de propostas de extrema direita. A discussão pública segue centrada em como o país lidará com o tema no Senado e no Parlamento.
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