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Câmara acelera tramitação de projeto que quebra patente de caneta emagrecedora

Urgência aprovada na Câmara para projeto de quebra de patente de canetas emagrecedoras, enquanto Anvisa investiga casos de pancreatite associados

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Quebra de patente de canetas emagrecedoras permitiria que outras empresas fabriquem medicamentos semelhantes e aumentaria a oferta dos produtos no mercado — Foto: Getty Images
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  • Câmara aprovou tramitação em regime de urgência para projeto que permite a quebra de patente de medicamentos à base de tirzepatida, usados em diabetes tipo dois e obesidade.
  • Regime facilita a análise diretamente no plenário, sem passar por comissões.
  • A proposta classifica os fármacos Mounjaro e Zepbound como de interesse público, o que permitiria que outras empresas fabriquem medicamentos semelhantes e aumentem a oferta.
  • A votação ocorreu com 337 votos a 19, gerando protestos de deputados que veem insegurança jurídica para o setor.
  • A Anvisa investiga mais de 200 casos suspeitos de pancreatite associados ao uso de canetas emagrecedoras, com seis mortes; os casos envolvem marcas como Ozempic, Mounjaro e Saxenda, e podem envolver produto falsificado.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira o regime de urgência para um projeto de lei que autoriza a quebra de patente de medicamentos à base de tirzepatida, usados no tratamento da diabetes tipo 2 e obesidade. A medida permite que outras empresas fabricem cópias e ampliem a oferta. Votação ocorreu após sessão no plenário.

O requerimento de urgência, apresentado pelo PDT-MG, foi aprovado por 337 votos a 19. O projeto atribui caráter de interesse público aos fármacos Mounjaro e Zepbound, facilitando a produção de similares no mercado. A ideia mira reduzir preços e ampliar disponibilidade.

Durante a discussão, parlamentares que apoiam a proposta destacaram benefícios para a saúde pública, citando o peso da obesidade no custo global de tratamentos. Especialistas e representantes do setor divergem sobre impactos para inovação.

Por outro lado, oppositores argumentaram que a quebra de patente pode criar insegurança jurídica e afetar investimentos em pesquisas. Eles ressaltaram a importância de fortalecer a proteção à propriedade intelectual no setor farmacêutico.

A tramitação ocorre diante de informações da Anvisa sobre casos de pancreatite possivelmente relacionados ao uso de canetas emagrecedoras. A agência já investiga mais de 200 notificações e seis mortes associadas aos medicamentos, com casos supostamente envolvendo Ozempic, Mounjaro e Saxenda.

A Anvisa alerta que, embora o nome comercial apareça nas notificações, alguns casos podem envolver produtos falsificados. A agência acompanha a evolução dos registros e reforça a necessidade de confirmação de cada relato.

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