- Pressão aumenta sobre o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, após a controvérsia sobre a nomeação de Peter Mandelson como embaixador nos Estados Unidos em 2024.
- Mandelson está sob investigação policial por possível conduta inadequada no exercício do cargo, ampliando o desgaste político de Starmer.
- Pat McFadden, ministro do Trabalho e Previdência, reconheceu a possibilidade de Starmer deixar o cargo, mas disse que a permanência não mudaria o contexto político.
- O vice-primeiro-ministro David Lammy e a ex-viceprimeira-ministra Angela Rayner teriam alertado Starmer contra a nomeação de Mandelson, segundo relatos de imprensa.
- A polêmica envolve ainda novas evidências sobre o relacionamento de Mandelson com Jeffrey Epstein, reacendendo críticas à decisão de Starmer.
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer enfrenta pressão sobre o seu futuro após a controvérsia envolvendo Peter Mandelson. A nomeação de Mandelson como embaixador no Washington em 2024 é vista como o principal ponto de crise em seus 18 meses de governo. Parlamentares do próprio partido questionam o julgamento de Starmer.
Nova evidência sobre a relação de Mandelson com Jeffrey Epstein reacende o tema e complica a atuação do premiê. Mandelson é alvo de investigações por suposta má conduta no cargo, aumentando o escrutínio sobre a decisão de embaixá-lo.
Pat McFadden, ministro do Trabalho e Previdência, reconheceu a possibilidade de Starmer deixar o cargo. O deputado ressaltou que não haveria diferença prática se o premiê permanecer. Dois ex-ministros próximos a Starmer teriam alertado contra a nomeação, segundo reportagens.
Desdobramentos
David Lammy, atual chanceler de Comércio, teria sido avisado contra a nomeação na época, conforme relatos de seus interlocutores. Angela Rayner, predecessora de Lammy como vice-primeira-ministra, também informou amigos sobre o alerta feito a Starmer.
Starmer demitiu Mandelson em setembro passado devido aos vínculos com Epstein. A depender de novos desdobramentos, o futuro político de Starmer pode ficar condicionado a como o governo responde às investigações e aos relatos sobre a nomeação.
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