- Anutin Charnvirakul capitalizou o nacionalismo em apoio à Bhumjaithai, que se apresentou como opção para patriotas em eleição geral.
- Resultados preliminares indicam liderança da Bhumjaithai sobre o Partido do Povo e o Pheu Thai, aproveitando o momento de tensão com a Cambôdia.
- Se formar governo, Anutin pode se tornar o primeiro primeiro-ministro reeleito em duas décadas.
- O histórico dele começa na família de empresários Sino-Thai; o pai, Chavarat Charnvirakul, fundou a empresa e ocupou cargos públicos.
- O conflito fronteiriço com a Cambôdia se intensificou após uma trégua, levando Anutin a dissolver o Parlamento em dezembro e dizer que “está devolvendo o poder ao povo”.
O primeiro-ministro Anutin Charnvirakul viu sua estratégia de nacionalismo ganhar força nas eleições gerais da Tailândia, realizadas no fim de semana. Em comícios em Bangkok, ele pediu apoio à Bhumjaithai, afirmando que o partido deve ser a escolha automática dos tailandeses patrióticos. Os resultados preliminares apontam vantagem para a legenda.
Segundo dados da Comissão Eleitoral divulgados no domingo, a Bhumjaithai lidera de forma clara diante dos rivais, incluindo o Partido Popular e o Pheu Thai. Anutin afirmou aos jornalistas que o apoio popular superou expectativas, destacando o impulso nacionalista no contexto de um recente conflito fronteiriço com o Camboja.
Contexto do resultado
Caso forme governo, Anutin pode se tornar o primeiro premiê tailandês a ser reeleito em duas décadas, sinalizando possível continuidade política em meio a uma história de instabilidade no país. O político, ligado a pautas conservadoras e ao monarca, chegou ao poder após dissolução parcial do parlamento e coalizão com apoio parlamentar minoritário.
Caminho para o governo e o passado político
Anutin emergiu na cena nacional ao liderar a Bhumjaithai, fortalecendo alianças com interlocutores regionais e technocratas para compor ministérios-chave. O grupo político dele ganha força em meio a tensões com adversários populistas e a uma economia tailandesa marcada por endividamento e desafios macroeconômicos.
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