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Mira proibição de slogan pró-Palestina sob nova lei de ódio

Lei de discurso de ódio em Queensland proíbe o slogan “do rio ao mar”, com pena de até dois anos de prisão para distribuição, publicação ou recitação

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Protesters participate in a Brisbane pro-Palestine rally in August 2025. The Queensland attorney general, Deb Frecklington, confirmed ‘globalise the intifada’ and ‘from the river to the sea’ would be included as proscribed phrases under new hate speech laws.
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  • Queensland pode tornar-se o primeiro estado da Austrália a proibir a frase “from the river to the sea” sob reformas de discurso de ódio, anunciadas pelo governo estadual.
  • As novas leis preveem pena de até dois anos de prisão para quem distribuir, publicar, exibir ou recitar frases proibidas com a finalidade de causar ameaça, assédio ou ofensa.
  • A expressão “globalise the intifada” também entraria na lista de termos proibidos.
  • Além disso, haverá crime específico para impedir ou assediar pessoas em serviços religiosos, com pena máxima de três anos; e penas maiores para agressões ou danos a locais de culto.
  • As mudanças incluem ampliação de punições para símbolos proibidos, com pena máxima de dois anos, e foram apresentadas após o ataque em Bondi.

Queensland pode tornar ilegal no estado a expressão pro-Palestina do tipo “do rio ao mar”, segundo reformas amplas de discurso de ódio anunciadas pelo governo. O premier David Crisafulli confirmou a medida neste fim de semana, antes da apresentação ao parlamento.

As leis criariam uma nova infração que proíbe a distribuição pública, publicação, exibição ou recitação de frases proibidas com o objetivo de causar ameaça, assédio ou ofensa. O texto também define como crime a incitação de ódio por meio dessas palavras.

A advogada-geral Deb Frecklington confirmou que globalise the intifada e do rio ao mar estariam entre as expressões enquadradas como proibidas. A normativa associa o uso dessas frases a conduta maliciosa.

Medidas propostas

Entre as mudanças, a proposta estabelece pena máxima de até dois anos de prisão para quem distribuir, publicar, exibir ou recitar frases proibidas com a intenção de causar ameaça, assédio ou ofensa. A legislação também prevê novo crime de obstrução ou perseguição durante serviços religiosos, com até três anos de prisão.

Há aumento de penas para agressões ou ameaças a pessoas que oficiam cerimônias religiosas, passando de dois para cinco anos. Danos intencionais a locais de culto podem render até sete anos de prisão. A exibição de símbolos proibidos, como símbolos nazistas, bandeiras do Hamas, do Estado Islâmico e do Hezbollah, passa a ter pena máxima de até dois anos.

A gestão diz ter consultado a Crime and Corrupção Comissão, a Comissão de Direitos Humanos e a polícia de Queensland na elaboração do texto. O governo também prevê ampliar o alcance de penalidades existentes para símbolos proibidos.

Reações e contexto

O governo destaca que a medida é uma resposta ao ataque terrorista de Bondi. Críticas, no entanto, foram apresentadas por parte de setores que apontam a necessidade de equilíbrio entre segurança e liberdades.

O presidente da Junta Judaica de Queensland afirmou que as reformas trazem sensação de segurança à comunidade e ajudam a reconstruir a confiança para viver normalmente. Ele disse que a legislação envia mensagem firme contra o antissemitismo.

O governo também planeja anunciar, ainda neste dia, ações previstas para combate a armas de fogo usadas por terroristas e criminosos, sem detalhar medidas específicas. As propostas devem chegar ao parlamento na terça-feira.

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