- O Bhumjaithai, do primeiro-ministro Anutin Charnvirakul, liderou a votação, com 192 de 500 assentos no parlamento após 94% dos votos apurados, segundo cálculos da Reuters com dados da comissão eleitoral.
- A bancada de Bhumjaithai recebeu 30,2% dos votos, consolidando o voto conservador e levando assentos anteriormente dominados pelo Pheu Thai.
- O Partido do Povo ficou em segundo com 117 assentos, e o Pheu Thai ocupou a terceira posição com 74 assentos. Outros partidos somaram 117 vagas, mas o número final pode mudar com o sistema proporcional.
- As negociações de coalizão devem começar nos próximos dias; Anutin afirmou que aguarda números finais e que cada partido terá discussões internas sobre o caminho a seguir.
- Os eleitores também apoiaram uma mudança na Constituição, com quase dois terços favoráveis à substituição da carta atual, apesar de ainda haver dois referendos para aprovar o processo de redação e o texto final.
Após a vitória de maior peso, o Partido Bhumjaithai, do primeiro-ministro Anutin Charnvirakul, já se prepara para negociações de coalizão. A contagem de 94% dos votos mostrou domínio nas urnas.
Segundo dados da comissão eleitoral compilados pela Reuters, o Bhumjaithai tem 192 das 500 cadeiras no parlamento, abrindo espaço para formar governo. A votação ocorreu no fim de semana passado na Tailândia.
O Partido Popular, que liderava algumas pesquisas, ficou em segundo com 117 assentos. O Pheu Thai ficou em terceiro, com 74 vagas. Outros partidos reuniram 117 cadeiras em conjunto.
A votação também confirmou apoio a uma proposta de mudanças na constituição. Quase dois terços dos eleitores apoiaram a abertura para substituir a carta atual, imposta após o golpe de 2014.
Analistas apontam que a vitória do Bhumjaithai consolidou o voto conservador e reduziu espaço para o antigo domínio do Pheu Thai, controlado pela família Shinawatra. A busca por coalizão deve avançar nos próximos dias.
Natthaphong Rueangpanyawut, líder do Partido Popular, informou que não pretende integrar uma coalizão liderada por Anutin. O grupo pretende manter atuação independente na formação de governo.
Anutin afirmou, ainda sem números finais, que cada legenda precisa discutir internamente os rumos da coalizão e do gabinete. Já indicou que ministros de Finanças, Relações Exteriores e Comércio podem permanecer se reeleitos.
As negociações, que devem ocorrer nos próximos dias, refletem a reordenação da política conservadora. A formação do novo governo depende de ajustes entre as legendas e do consenso sobre a futura linha de atuação.
O processo para a promulgação da nova constituição demanda pelo menos dois anos, com dois referendos adicionais para aprovar a fase de drafting e o texto final, segundo o processo eleitoral vigente.
Entre na conversa da comunidade