- O opositor Juan Pablo Guanipa, próximo a María Corina Machado, foi solto na Venezuela no domingo, oito, após mais de oito meses de prisão.
- A libertação ocorreu dois dias antes de o Parlamento votar uma lei de anistia geral proposta pela presidente interina Delcy Rodríguez.
- Guanipa foi preso em 23 de maio de 2025, sob acusações de terrorismo, lavagem de dinheiro e incitação à violência; sua última aparição pública foi em nove de janeiro de 2025.
- Machado comemorou a libertação e pediu liberdade para todos os presos políticos; ainda há colaboradores de Machado detidos, como Freddy Superlano e o assessor Perkins Rocha.
- Familiares e ONGs criticaram a lentidão das libertações anunciadas sob pressão internacional; exilado Edmundo González Urrutia pediu libertação plena de todos os presos políticos.
Um opositor ligado a María Corina Machado foi libertado neste domingo na Venezuela, dois dias antes de a Assembleia Nacional votar uma lei de anistia geral proposta pela presidente interina Delcy Rodríguez. A libertação ocorre um mês após o governo anunciar uma fase de solturas.
Juan Pablo Guanipa, 61 anos, foi preso em 23 de maio de 2025, sob acusações de conspiração contra eleições de governadores e deputados. A última aparição pública dele ocorreu em 9 de janeiro de 2025, quando participou de ato contrário à posse de Nicolás Maduro, após as eleições de julho de 2024.
O pai de Guanipa, Ramón, informou pela rede social X que o familiar saiu em liberdade após mais de oito meses detido. A confirmação veio com a divulgação de um documento que parece ser um alvará de soltura. Guanipa atuou como vice-presidente do Parlamento.
Libertação e contexto político
María Corina Machado foi aos passos da libertação do aliado e celebrou o veredito, destacando a atuação de Guanipa como figura central da oposição. A parlamentar ressaltou que a liberdade deve alcançar todos os presos políticos.
Familiares e organizações não governamentais criticaram a lentidão das libertações anunciadas pelo governo interino, sob pressão internacional. Ainda permanecem detidos colaboradores próximos de Machado, como Freddy Superlano e o assessor jurídico Perkins Rocha.
Freddy Superlano foi preso em julho de 2024, durante a contestada reeleição de Maduro, e permanece com restrições judiciais. O ex-aspirante presidencial Edmundo González Urrutia, exilado em Madrid, pediu a libertação plena de todos os prisioneiros políticos.
Ponto quer: demandas por liberdade plena
González Urrutia afirmou que as solturas parciais não encerram a perseguição. O ativista destacou que a justiça só estará completa com a libertação de todos os detidos por razões políticas e o fim de medidas constritivas.
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