- Lula discutiu com os senadores Renan Calheiros e Eduardo Braga a possibilidade de incorporar o MDB à sua coligação, incluindo a vaga de vice.
- Em entrevista, o ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que Lula avalia alianças para ampliar a chance de reeleição e que haverá um novo debate sobre a vice.
- O filho de Renan Calheiros disse que Lula precisa de uma frente maior que o PT, com o MDB no centro, para enfrentar a direita.
- Aliados de Alckmin reagiram, com membros do PSB criticando a articulação e lembrando episódios passados envolvendo apoio a Michel Temer e o impeachment de Dilma Rousseff.
- A discussão acontece em meio a declarações de Lula sobre Alckmin e a expectativa de decisão sobre o papel do MDB na chapa presidencial.
A oposição e aliados do MDB atribuem a Lula sinais de interesse na formação de uma chapa que inclui o MDB como vice, configurando uma possível aliança nacional. A narrativa ganhou contornos após Lula dizer, em público, que há um papel a cumprir em São Paulo por parte de Geraldo Alckmin, e depois suavizar o tom, mantendo a tensão sobre a posição do ex-governador em uma agenda de coalizão.
O jogo político envolve nomes como Renan Calheiros e Eduardo Braga, que discutiram, antes do Natal, a inclusão do MDB na coalizão de Lula. A hipótese mais debatida era a de inserir Alckmin na vice-presidência, conforme comentários que passaram a circular entre assessores e lideranças do conjunto. A ideia é ampliar a cobertura de apoio para a eventual reeleição.
Renan Filho, ministro dos Transportes, sinalizou publicamente que Lula analisa a melhor aliança para ampliar as chances de reeleição, mencionando a vaga de vice como ponto de debate. O posicionamento abriu espaço para a possibilidade de uma frente política mais ampla, com participação de MDB, além de manter o foco no cenário nacional.
A interlocutores próximos, Renan Filho indicou que há espaço para discutir a composição da chapa presidencial, colocando em evidência a hipótese de acordo com o MDB. A fala provocou reação de aliados de Alckmin, que destacaram a lealdade e a trajetória do ex-governador, gerando descontentamento entre parte do palanque de Alckmin.
Analistas veem a movimentação como tentativa de ampliar o centro político e afastar o espaço entre a direita tradicional e o restante do espectro. A conversa se dá num momento de volatilidade da corrida presidencial, com impactos esperados sobre as alianças regionais e a percepção de fidelidade de candidaturas.
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