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Tailândia vota em disputa tripla com risco de instabilidade

Disputa entre conservadores, progressistas e populistas eleva incerteza, com governo fragmentado e risco de crises políticas após eleições na Tailândia

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Election workers place information ahead of the general election at a polling station in Bangkok, Thailand, February 8, 2026. REUTERS/Maxim Shemetov
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  • As urnas abriram em uma eleição de três frentes na Tailândia: conservadores, progressistas e populistas, sem maioria clara prevista.
  • O primeiro-ministro Anutin Charnvirakul convocou a eleição para meados de dezembro, em meio a um conflito fronteiriço com o Camboja.
  • O Pheu Thai, ligado a Thaksin Shinawatra, aparece enfraquecido, mas ainda competitivo; o Partido do Povo lidera as pesquisas.
  • O plebiscito sobre uma nova constituição acompanha o voto, com a carta atual de 2017 sob o escrutínio.
  • A disputa entre a ordem royalista-conservadora e movimentos democráticos segue gerando incerteza, com possíveis mudanças de coalizões.

O general eleitoral na Tailândia começou neste domingo, com uma eleição geral marcada por uma disputa tripla entre campos conservador, progressista e populista. Não se espera maioria clara, o que pode manter a instabilidade política.

O primeiro-ministro Anutin Charnvirakul abriu caminho para o pleito antecipado de meados de dezembro, em meio a um conflito fronteiriço com o Camboja. Analistas veem a manobra como tentativa de capitalizar o nacionalismo emergente.

O Partido Pheu Thai, apoiado pelo bilionário ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, tenta manter relevância após a queda de Paetongtarn Shinawatra. Pesquisas indicam que ainda está competitivo, mesmo sem maioria assegurada.

O movimento reformista Partido Popular aparece como líder de pesquisas, defendendo mudanças estruturais na segunda maior economia do Sudeste Asiático. O embate entre pragmáticos e antiestablishment domina o discurso eleitoral.

Ao longo da campanha, a formação populista Move Forward, antecessora do Partido Popular, ficou sem chances de governo em 2023 por bloqueio parlamentar, abrindo espaço para Pheu Thai em coalizões.

A disputa reflete uma longa Frente entre o establishment royalista-conservador e movimentos democráticos, que já gerou protestos, violência e golpes militares no país.

Constituição e plebiscito

Os eleitores também vão decidir, em referendo, se deve ser redigida uma nova constituição para substituir o texto de 2017, apoiado pelo militar.

O país já teve 20 constituições desde 1932, com mudanças frequentes após crises políticas. A votação pode abrir caminho para reformar o Senado e outras estruturas.

Se aprovada, a nova carta terá tramitação parlamentar com dois referendos adicionais para a adoção final, conforme o consenso entre as disputas políticas.

Napon Jatusripitak, do think tank Thailand Future, afirma que o resultado influenciará fortemente o rumo da reforma constitucional, seja rumo a mudanças ou continuidade.

Mudanças estratégicas e coalizões

O crescimento do Bhumjaithai, impulsionado pelo nacionalismo ligado ao conflito com o Camboja, tem provocado deserções e redesenho de bases eleitorais, especialmente em áreas agrícolas.

Alguns partidos buscaram figuras locais de peso em suas

coalizões para assegurar fidelidade regional. Movimentos reformistas trazem talentos externos para ampliar captação de votos.

O Partido Popular também adaptou seu roteiro, suavizando o tom antiestablishment e buscando ampliar a capacidade de gestão pública com novos nomes.

Ex-primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva reaparece na arena, buscando reviver o Democrata, que pode se tornar peça-chave nas negociações pós-eleitorais.

No comício final, Wish Witchudakornkul, 20 anos, expressou a esperança de uma Tailândia mais justa, com mais democracia, liberdade e oportunidades.

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