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Portugal em meio à tempestade vai às urnas com rivais unidos contra a direita

Portugal decide neste domingo no segundo turno, com Seguro na frente; Ventura pode soar watershed se superar 32%, em meio a tempestades que marcaram a campanha

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
António José Seguro at a rally in Caldas da Rainha last month.
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  • O segundo turno da eleição presidencial em Portugal ocorre neste domingo, após o primeiro turno de 18 de janeiro, com foco em barrar o candidato da extrema direita.
  • O candidato de centro-esquerda, António José Seguro, ficou em primeiro com 31,1%, seguido pelo líder da Chega, André Ventura, com 23,5%, e pelo conservador Liberal Initiative, João Cotrim de Figueiredo, com 16%. O atual PSD, Luís Marques Mendes, teve 11,3%.
  • Alguns líderes conservadores apoiaram Seguro para evitar a vitória de Ventura; entre eles Aníbal Cavaco Silva e Paulo Portas, enquanto o primeiro-ministro Luís Montenegro não pediu votos públicos a nenhum candidato.
  • Pesquisas apontam vantagem de Seguro, com levantamento da Católica University apontando 67% a 33% a favor do socialista.
  • Se Ventura superar trinta e dois por cento, pode ampliar seu impulso e redefinir o espaço político da direita; a campanha foi interrompida por tempestades que decretaram estado de calamidade, mas a votação seguirá conforme o calendário.

O segundo turno das eleições presidenciais em Portugal ocorre neste domingo, após a primeira fase realizada em 18 de janeiro. O pleito acontece em meio a tempestades que atinge o país, com danos e impactos logísticos relevantes. O objetivo é escolher o presidente entre os dois candidatos mais votados no primeiro turno.

O candidato de centro-esquerda, António José Seguro, lidera as intenções de voto segundo pesquisas, enquanto André Ventura, da extrema direita, aparece como principal adversário. A diferença entre eles tem sido o foco das atenções, com o desempenho de Ventura sendo considerado determinante para o futuro da direita portuguesa.

O terceiro colocado, João Cotrim de Figueiredo, da Liberal Initiative, permanece sem apoio explícito claro para nenhum dos lados. Luís Montenegro, atual primeiro-ministro e presidente do PSD, não endossa publicamente nenhum candidato, mantendo a posição de neutralidade oficial.

Contexto político

Convergência de figuras conservadoras em apoio a Seguro ganhou destaque antes da temporada de campanha ser interrompida por duas tempestades graves. Ações de cúpula incluindo ex-líderes e personalidades públicas foram vistas como sinal de oposição ao avanço de Ventura.

Pesquisas e cenários

Segundo levantamento da Católica University divulgado próximo ao pleito, Seguro aparece com cerca de 67% contra 33% de Ventura. Caso Ventura obtenha mais de 32%, poderia marcar uma virada significativa na configuração do espectro político português.

Dinâmica de apoio e participação

Alguns ex-altos cargos manifestaram apoio a Seguro, inclusive figuras da centro-direita, em gesto atípico de união para conter a direita radical. No entanto, Montenegro não confirmou apoio explícito a nenhum candidato, o que alimenta debates sobre o peso real desses apoios.

Detalhes logísticos e legais

A campanha foi interrompida temporariamente pelos temporais, que decretaram calamidade em várias regiões. A autoridade eleitoral manteve a data do pleito, para a realização das votações, ainda que municípios possam adiar votações locais conforme houver necessidade.

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