- Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, não é visto em público há cerca de um mês após o ataque dos EUA à Venezuela e a detenção de Nicolás Maduro.
- Existem várias teorias sobre o paradeiro dele; autoridades dizem que pode estar em algum lugar do Chapare, enquanto opositores sugerem que ele fugiu do país.
- Morales criticou o ataque a Caracas e, desde então, não aparece em seu programa de rádio nem em eventos públicos que costumava frequentar.
- O governo de Rodrigo Paz Pereira busca apoio dos Estados Unidos e visa reabrir a DEA, o que aumenta as especulações sobre a situação de Morales no país.
- Apoiadores mantêm o mistério com ações simbólicas e publicações nas redes sociais; há rumores de dengue, embora não haja confirmação oficial.
Desde o fim de 2024, Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, não é visto em público apesar de ter mandado de prisão por acusações de tráfico de pessoas. Sua última aparição ocorreu pouco depois da prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma ação executada pelos Estados Unidos.
Morales era figura de destaque mesmo com o mandado de prisão em aberto, circulando livremente em regiões bolivianas, participando de comícios, recebendo jornalistas estrangeiros e votando nas eleições de 2025. A mudança de cenário ocorreu após o ataque ao país caribenho.
Após a agressão dos EUA a Caracas, o antigo líder criticou o que chamou de agressão imperial nas redes sociais e em seu programa radiofônico dominical gravado na região de Chapare, núcleo de cultivo de coca. A partir de então, não houve mais aparições públicas dele.
Contexto político e desdobramentos
O atual governo de centro-direita, liderado por Rodrigo Paz Pereira, busca apoio internacional para enfrentar a crise econômica e a escassez de dólares. A intenção inclui a possível retomada da presença da DEA, agência de combate às drogas dos EUA, expulsa por Morales em 2008.
Parte da coca cultivada em Chapare tem uso lícito, mas há indícios de que a produção também alimenta o tráfico de cocaína, segundo dados de monitoramento de cultivo. A versão oficial sustenta que Morales está doente, não fugindo, argumento que é contestado por opositores.
A ausência gerou rumores, inclusive sobre uma possível fuga do país. Um deputado conservador questionou a efetividade do mandado de prisão e exigiu provas sobre a localização do ex-chefe de Estado. Enquanto isso, Morales permaneceu fora de seu programa de rádio e de eventos públicos.
Morales reapareceu nas redes sociais com críticas ao governo de Paz Pereira. Analistas destacam que a situação complica a vida pública do ex-presidente e pode influenciar próximos movimentos políticos no país. A depender da relação entre Bolívia e Washington, novos desdobramentos devem emergir.
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