- Lula classificou o orçamento secreto como sequestro do orçamento do governo e citou que o PT apoiou aproximadamente R$ 60 bilhões em emendas neste ano, com o orçamento de 2026 estimado em R$ 61 bilhões.
- O discurso ocorreu em Salvador, durante o aniversário de 46 anos do PT, e o presidente pediu que a bancada foque na política corpo a corpo, dizendo que a política está mercantilizada.
- O PT aprovou uma resolução com críticas ao Banco Central, defesa do fim da escala 6×1 e redução da taxa básica de juros, além de tratar da redução da escala de trabalho sem redução de salários.
- Lula afirmou que a política “apodreceu” e criticou o mercado eleitoral, ressaltando o custo de cabos eleitorais e vereadores e pedindo engajamento nas periferias.
- O ato contou com a presença de lideranças do PT e aliados, como Rui Costa, Jerônimo Rodrigues, Jaques Wagner, Edinho Silva, José Dirceu e Geraldo Alckmin, além de embaixadores de China, Venezuela e Belarus.
O presidente Lula criticou o orçamento secreto, chamando-o de sequestro do orçamento do governo. A fala ocorreu durante evento de 46 anos do PT, em Salvador, e apontou que houve apoio de partidos a cerca de 60 bilhões de reais em emendas neste ano.
Ele destacou que o cenário atual da política está mercantilizado e pediu que o partido mantenha a relação direta com a base. A exortação ocorreu após lembrar que, nos anos 1990, deixou de concorrer para fortalecer articulação política.
Lula afirmou que o PT votou a favor de grande parte das emendas, e isso provocou desconforto interno. O discurso denunciou o que chamou de normalização de práticas que, para ele, comprometem a representatividade.
A fala também tratou da percepção de que a política se tornou mais cara, com custos de cabos eleitorais e campanhas. O presidente estimulou militantes a comparar o governo com adversários e a atuar nas periferias do país.
Contexto e agenda do PT
A Bahia é cenário histórico de governo do PT, com liderança no poder desde 2007. O ato reuniu aliados como o ministro Rui Costa e o governador Jerônimo Rodrigues, além de Jaques Wagner, Edinho Silva e José Dirceu.
Edinho Silva enfatizou a centralidade de Lula para a sigla e indicou a reeleição como prioridade, vinculando a direção do partido ao sucesso do presidente. O encontro contou com dirigentes de PSB, PSOL e movimentos sociais.
Presença e apoio internacional
Ao lado de Lula estavam lideranças estaduais e nacionais, além de diplomatas. Embaixadores da China, da Venezuela e de Belarus acompanharam o evento e foram recebidos pelo presidente. A participação reforçou o tom diplomático do ato do PT.
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