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Lula critica emendas e diz que política está mercantilizada

Lula critica mercantilização da política e define orçamento secreto como sequestro das contas públicas; aponta custo elevado das emendas

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
O presidente Lula (PT). Foto: Sergio Lima/AFP
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  • O presidente Lula afirmou, em Salvador, que a política está mercantilizada e chamou o orçamento secreto de sequestro das contas públicas.
  • Criticou o crescimento das emendas parlamentares e destacou que o orçamento de 2026 reservou cerca de 61 bilhões de reais para emendas, sendo 49,9 bilhões de execução obrigatória.
  • Disse que o PT não deve se alinhar com pautas do centrão para não “deixar o partido na vala comum da política”.
  • Reclamou da destinação de cerca de 60 bilhões de reais do orçamento deste ano para emendas.
  • Elogiou o vice-presidente Geraldo Alckmin, afirmando que é uma sorte tê-lo na chapa e que vencerão as eleições com os aliados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado 7, em Salvador, que a política brasileira está mercantilizada e que o orçamento secreto representa o sequestro das contas públicas. Ao falar durante as comemorações dos 46 anos do PT, Lula também criticou o crescimento das emendas parlamentares ao longo dos anos.

Ele disse que os deputados acompanham o custo de cada campanha e que o mercado eleitoral influencia candidaturas, chegando a classificar como uma vergonha o atual estágio da política. O discurso abordou a destinação de parte do orçamento para emendas, tema do debate interno no PT.

Lula afirmou que integrantes do PT não devem se alinhar com pautas do centrão, sob o risco de comprometer o partido. Ao final, elogiou o vice-presidente Geraldo Alckmin, destacando a parceria na chapa para as eleições deste ano e afirmando a expectativa de vitória com os aliados.

Emendas e orçamento

Segundo a Lei Orçamentária Anual, foram reservados cerca de 61 bilhões de reais para emendas parlamentares em 2026, sendo 49,9 bilhões de execução obrigatória. Lula citou a destinação de aproximadamente 60 bilhões de reais neste ano.

O presidente reforçou que a crítica não se dirige apenas aos adversários, mas também ao próprio partido, ao afirmar que a prática de emendas precisa ser discutida com transparência. O tom foi de variação de visão sobre a gestão orçamentária.

Aliança e cenários

Ao elogiar Alckmin, Lula destacou a importância da relação com o PSB para a composição da chapa de 2026. O discurso reforçou o alinhamento entre o campo progressista e aliados políticos, sem extrapolar avaliações sobre o resultado eleitoral.

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