- O Partido Liberal Democrata suspendeu Chris Rennard, com uma nova apuração sobre acusações de assédio sexual.
- A legenda afirma ter recebido orientação de que a investigação de 2013 foi falha em vários aspectos; Ed Davey disse que Rennard não deveria continuar na Câmara dos Lordes.
- Rennard, de 65 anos, já foi chefe executivo do partido e recebeu uma vaga vitalícia em 1999; ele sustenta que investigações anteriores não encontraram provas suficientes.
- Três das quatro denunciantes elogiaram a decisão como sinal de mudança; a quarta, Susan Gaszczak, deixou o partido em 2014 após a apuração.
- O Lib Dems afirmou que Rennard manteve o voto de confiança na Câmara e que pode haver facilitação de expulsões por má conduta; o relatório de 2013, conduzido por Alistair Webster, apontou evidências consideradas amplamente críveis, mas com pouca chance de prova além da dúvida razoável.
O Partido Liberal Democrata suspendeu o lord Rennard, no Reino Unido, após abrir uma nova investigação sobre acusações de assédio sexual feitas por quatro mulheres. O afastamento envolve a suspensão do uso do “whip” e a suspensão da filiação ao partido.
O Lib Dems informou que recebeu assessoria jurídica indicando que a inquérito de 2013 sobre as alegações contra Rennard apresentava falhas graves. Ed Davey afirmou que o ex-líder deveria deixar o Parlamento, caso permaneça envolvido.
Rennard, de 65 anos, foi chefe executivo do partido e recebeu o título de barão em 1999. Ele sustenta que investigações policiais e legais concluíram que não houve provas suficientes para sustentar as acusações.
Três mulheres da denúncia original receberam bem a decisão do partido e a encaram como um sinal de mudança. Elas pedem passos adicionais para garantir participação segura de mulheres na política.
A quarta acusadora, a ex-concelista Susan Gaszczak, deixou o partido em 2014 após afirmar que não poderia permanecer em uma organização que permitia avanços não éticos.
Segundo o partido, a nova apuração está sob responsabilidade de uma investigação independente. O representante do Lib Dems acrescentou que Ed Davey defende expulsão de peers por conduta grave.
O relatório de 2013, conduzido pelo advogado Alistair Webster KC, apontou menor de 50% de chance de provas além da dúvida razoável. Concluiu, porém, que houve comportamento que violava o espaço pessoal das reclamantes.
Rennard respondeu dizendo que as investigações de 2013, pela Polícia Metropolitana e por advogados independentes, não resultaram em denúncia ao Ministério Público. Segundo ele, não houve fundamentos para ações disciplinares.
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