- Darin Smith, ex-líder estadual de Wyoming, está em vias de confirmação pelo Senado como procurador federal principal do estado, após indicação de Donald Trump.
- Smith estava fora do Capitólio em 6 de janeiro e nega ter entrado no prédio; ele afirma que a eleição de 2020 teve “imperfeições”.
- Críticos no Congresso — incluindo o democrata Dick Durbin — dizem que Smith não tem experiência em litígios federais ou criminais e questionam sua imparcialidade.
- O histórico de Smith inclui oposição a direitos LGBTQ+ e posições associadas a grupos conservadores, como o Family Research Council.
- A nomeação acontece em meio a gestões de Trump para reforçar ações de aplicação da lei federal, com ataques políticos a adversários citados na crítica ao cargo.
Darin Smith, ex-político estadual de Wyoming, está em avaliação pelo Senado para ocupar o cargo de US attorney do estado. A nomeação de Trump foi apresentada no ano passado e avançou no comitê de Judiciário em votação partidária. A confirmação depende dos próximos dias no plenário.
Smith não tem experiência prévia em litígios criminais e civis como advogado, segundo o material submetido aos senadores. Em Wyoming, ele já atuou como senador estadual e, fora do cargo, trabalhou em escritório de advocacia. Críticas destacam falta de currículo para o cargo federal.
Críticos democratas afirmam que a nomeação pode trazer riscos de tratamento discriminatório da aplicação da lei federal. Eles citam a oposição de Smith a direitos LGBTQ+ e seu passado fora do Capitol durante a insurreição de 6 de janeiro.
A defesa de Smith, por meio de uma porta-voz, não comentou a nomeação. O caso ganha relevância em meio a debates sobre o uso de promotores federais para questões políticas, com participação de indicados que integram o governo em ações de repressão a opositores.
Contexto político e apoio local
O indicado recebeu o endosso da bancada republicana de Wyoming, incluindo o senador John Barrasso, que elogiou a experiência dele no estado e no meio jurídico local. A indicação já ganhou respaldo inicial do comitê, em uma votação que manteve o alinhamento partidário.
Questionários apresentados aos senadores indicaram que Smith nunca atuou em tribunal como parte de um processo criminal ou civil até assumir o cargo de US attorney. Ele também admitiu pouca experiência prática em grandes litígios com veredito ou decisão final.
Entre as informações enviadas à comissão, Smith mencionou passagens anteriores pelo Family Research Council, grupo conservador, e expressou divergências com decisões da Suprema Corte de 2020 sobre discriminação no emprego para pessoas LGBTQ+.
Críticos pedem cautela. Oposição de grupos de direitos civis aponta que o histórico do indicado pode influenciar decisões sobre direitos de minorias no estado, onde ocorreu o assassinato de Matthew Shepard em 1998, marco da luta LGBTQ+.
A confirmação final depende do plenário do Senado, que pode votar sobre a indicação nas próximas semanas. Não houve confirmação sobre o cronograma exato de votação, conforme assessoria do presidente do Senado.
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