- O mandato do Conselho Presidencial Transitório (CPT) do Haiti terminou em sete de fevereiro, sem um plano de substituição acordado.
- O CPT foi criado em abril de 2024, após a renúncia do primeiro-ministro Ariel Henry, com chefias rotativas.
- O período foi marcado por aumento da violência, denúncias de corrupção e disputas internas; membros chegaram a tentar remover o primeiro-ministro Alix Didier Fils-Aime.
- Os Estados Unidos chegaram a impor sanções a cinco membros do CPT e destacaram apoio a Fils-Aime; três navios de guerra norte-americanos chegaram ao Porto de Port-au-Prince.
- Não há consenso sobre a estrutura que substituirá o CPT; eleições livres não ocorrem desde 2016, após a morte do presidente eleito em 2021; cerca de 1,4 milhão de pessoas estão deslocadas; a ONU planeja ter cinco mil quinhentos agentes da força de segurança internacional até o verão.
O Haiti entrou em limbo político neste sábado, com o fim do mandato do Conselho Governante Transitório (CPT), criado para conter o conflito entre gangues e viabilizar eleições. O CPT, composto por nove membros, foi instalado em abril de 2024 após a renúncia do primeiro-ministro Ariel Henry e tem liderança rotativa.
O término do mandato ocorreu sem estabelecimento de uma linha de sucessão, aumentando a incerteza sobre quem conduzirá o país até novas eleições. Ao longo de 2025 e início de 2026, a deterioração da segurança, acusações de corrupção e disputas internas marcaram o governo de transição.
Apoio externo e pressão dos EUA aparecem como referências centrais. Washington pediu a saída do CPT e impôs sanções a cinco membros. Em resposta, a embaixada dos EUA em Port-au-Prince reafirmou apoio à liderança de Fils-Aime para um Haiti mais estável.
Contexto político e segurança
Uma série de propostas de solução tem sido discutida, mas ainda não há acordo sobre a estrutura que substituirá o CPT. A população enfrenta anos sem eleição presidencial desde o assassinato de Jovenel Moïse, em 2021, e sem renovação do Congresso desde 2019.
A violência de grupos armados complicou a organização de eleições livres. Cerca de 1,4 milhão de pessoas estavam deslocadas no país até outubro, segundo a ONU. A missão de paz da ONU pretende chegar a 5.500 militares até o verão, com menos de 1.000 tropas já implantadas.
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