- O ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou, em São Paulo, que a classe dominante entende o Estado como dela, durante o lançamento do livro “Capitalismo superindustrial – caminhos diversos, destino comum”.
- Ele disse que o Estado foi entregue aos fazendeiros como indenização da abolição da escravização e que esse problema persiste, contribuindo para uma democracia frágil.
- O livro apresentado reúne estudos de mestrado e doutorado sobre transformações econômicas e o status de desenvolvimento de países como a China.
- Haddad saiu do evento sem falar com a imprensa; ontem participou de evento dos 46 anos do PT em Salvador.
- Sobre a saída do Ministério da Fazenda, Haddad informou a Lula que deixará o cargo neste mês; Dario Durigan é apontado como favorito para substituí-lo.
O ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou, em São Paulo, que a classe dominante do Brasil entende o Estado como pertencente a ela. A declaração foi proferida durante o lançamento do livro do ministro, hoje, no Sesc 14 Bis, na capital paulista.
O livro, intitulado Capitalismo superindustrial – caminhos diversos, destino comum, reúne estudos de mestrado e doutorado e analisa as transformações econômicas que impulsionaram o desenvolvimento de países como a China. Haddad sustenta que esse cenário político-econômico influencia a democracia brasileira, considerada por ele frágil.
O evento contou com a presença de representantes do meio político e acadêmico, incluindo vereadores paulistanos e figuras ligadas ao PT e à Rede. Também avaliaram o encontro a secretária de informação e saúde digital do governo federal, Ana Estela Haddad, além de debatedores como a socióloga Neca Setúbal e intelectuais convidados.
Saída de Haddad da Fazenda
Haddad informou que deixará o Ministério da Fazenda ainda neste mês, conforme declaração dada ao jornal na última semana. Ele disse ter comunicado o presidente Lula sobre a decisão e que caberá ao presidente indicar o substituto.
Dario Durigan, secretário-executivo da Fazenda, é apontado como favorito para substituir Haddad. Durigan assumiu o comando interino em dezembro de 2025 durante as férias do ministro e já ocupou o cargo em momentos anteriores, mantendo-se como provável opção interna.
Cenário político em São Paulo
Dentro do PT, Haddad é considerado como plano A para o governo estadual, embora ele tenha afirmado não pretender concorrer e preferir coordenar a campanha de reeleição de Lula. Aliados afirmam que caberá ao presidente convencer o ministro a aceitar a missão.
Segundo interlocutores, a confirmação da candidatura de Haddad é vista como crucial para a montagem do palanque paulista de Lula, influenciando a definição de possíveis disputas com nomes como Márcio França e Marina Silva. Lula indicou ao jornal que Haddad tem papel a cumprir no estado.
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