- A senadora Damares Alves apresentou representação contra o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, à Comissão de Ética Pública, contestando repasses federais à Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), que reúne a Acadêmicos de Niterói, escola que levará um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Esta é a terceira iniciativa da parlamentar sobre o caso: ela já ajuizou ação popular na Justiça Federal do Distrito Federal, que foi rejeitada, e acionou o Ministério Público Eleitoral por possível propaganda eleitoral antecipada.
- Na nova representação, Damares questiona violações ao Código de Conduta da Alta Administração Federal e a participação de Freixo em ensaio da escola realizado em trinta de janeiro de dois mil e vinte e seis, com Freixo usando camisa com estampa do presidente.
- A senadora afirma que a presença de Freixo no ensaio configura promoção pessoal e pode implicar militância paralela, além de contestar repasses federais, a ausência de registro da ida de Freixo à atividade na agenda oficial e a transparência do custeio da viagem e da equipe.
- Freixo disse nas redes sociais que o montante de R$ 12 milhões será distribuído igualmente entre todas as escolas do Grupo Especial do Rio, afirmando que o investimento no Carnaval gera trabalho, renda e turismo para a cidade.
A senadora Damares Alves acionou a Comissão de Ética Pública da Presidência para questionar repasses federais à Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). A queixa envolve a escola Acadêmicos de Niterói, que levará à avenida um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O alvo da representação é o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, a quem Damares acusa de uso de cargo público para promoção pessoal. Ela sustenta que a participação dele em um ensaio da escola, em 30 de janeiro de 2026, configuraria violação à impessoalidade administrativa. O ensaio ocorreu enquanto a agremiação preparava o desfile com o enredo apresentado.
Segundo a senadora, Freixo vestia uma camisa com estampa do presidente da República durante o evento, o que, na avaliação dela, indicaria militância paralela. Também questiona a publicação de registros do ensaio nas redes sociais do dirigente com mensagens políticas, além da ausência de registro oficial da ida de Freixo ao ensaio.
Damares aponta ainda a autorização de repasses federais às escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro e a falta de transparência sobre o custeio do deslocamento e da equipe que acompanhou Freixo. A parlamentar já havia recorrido à Justiça Federal do Distrito Federal e ao Ministério Público Eleitoral, em ações anteriores sobre o tema.
Freixo respondeu pelas redes sociais que o montante de 12 milhões de reais será distribuído igualmente entre todas as escolas do Grupo Especial. O dirigente afirmou que o investimento no Carnaval gera trabalho, renda e turismo na cidade, sem comentar a denúncia de promoção pessoal.
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