- A coalizão de oposição australiana se reuniu após a separação do Partido Nacional no mês passado, causada pela decisão de apoiar leis de discurso de ódio propostas pelo governo.
- A reunião, anunciada por Sussan Ley (líder do Partido Liberal) e David Littleproud (líder do Partido Nacional), ocorreu durante uma conferência em Canberra.
- As leis anti-ódio foram aprovadas pelo parlamento e apoiadas pelos liberais, embora alguns senadores do Nacional tenham se oposto.
- A cisão foi a segunda em menos de um ano e ocorreu após o Massacre de Bondi, que inspirou as novas medidas.
- A coalizão tenta olhar para o futuro, enfatizando a cooperação entre as áreas urbanas (Liberal) e rurais (National).
A oposição conservadora da Austrália voltou a operar unida neste domingo, em Canberra, após uma ruptura ocorrida no mês passado. O Nacional rompeu ligas com o Liberal sobre a decisão de apoiar leis de discurso de ódio propostas pelo governo. A coalizão se reuniu para olhar para o futuro.
A cisão ocorreu após o parlamento aprovar as leis anti-ódio do governo trabalhista, em resposta ao massacre de Bondi. Os liberais apoiaram as medidas, enquanto alguns senadores do Nacional se opuseram, indicando desgaste interno. A coalizão, porém, busca estabilizar sua frente.
Sussan Ley, líder liberal, e David Littleproud, líder nacional, defenderam a reaproximação em coletiva de imprensa televisionada. O objetivo é manter a parceria histórica entre os partidos, que historicamente representa áreas urbanas e rurais.
O ambiente político recente também pressionou a coalizão por conta de o Partido One Nation, de Pauline Hanson, ter ganhado força em pesquisas. Além disso, o Liberal perdeu assentos no pleito federal do ano passado, vencido pelo Labor.
Contexto: a reaprovação da aliança ocorre em meio a disputas internas e ao cenário eleitoral, com o objetivo de apresentar uma frente unida diante de temas centrais para o eleitorado. A Reuters acompanhou o pronunciamento. Fonte: Reuters.
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