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Cardeal Cupich acusa prisões de sacerdotes por imigração com base na pele

Cardeal Cupich acusa prisões de sacerdotes por raça em operações de imigração e alerta para consequências morais da política de Trump

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
El cardenal Blase Cupich, en Roma, en octubre de 2025.
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  • O cardeal Blase Cupich, arcebispo de Chicago, critica a ofensiva antimigrante de Donald Trump e alerta para implicações morais de sua política externa.
  • Cupich participou de uma declaração conjunta com os cardeais Robert McElroy e Joseph Tobin, questionando o uso da força militar e a soberania de nações, citando Venezuela e Groenlândia.
  • Os temas foram discutidos após operações de imigração nos Estados Unidos e pressões para controle de Groenlândia, com o Papa reconhecendo a necessidade de diálogo diplomático.
  • Segundo o arcebispo, sacerdotes foram detidos por agentes de imigração por causa da cor da pele, e há relatos de medo generalizado entre comunidades e fiéis.
  • A Igreja defende atendimento pastoral a pessoas marginalizadas, participação cívica não violenta e mudanças no sistema migratório, incluindo vias legais de entrada e vistos de trabalho.

O cardeal Blase Cupich, arcebispo de Chicago, criticou a ofensiva migratória de Donald Trump e alertou para que a política externa dos EUA tenha cuidado com o papel moral internacional. Em entrevista, Cupich afirmou que a doutrina social da Igreja deve guiar decisões e que não há espaço para leituras que favoreçam a polarização ou o uso da força como instrumento de política externa. Ele também destacou que o direito à vida, a dignidade humana e a liberdade religiosa estão sob escrutínio.

No mês anterior, Cupich se uniu aos cardeais Robert McElroy e Joseph Tobin, líderes de Washington e Newark, para assinar uma declaração que critica a política externa norte-americana. O documento questiona o uso da força militar e a soberania de outras nações, citando casos como Venezuela e Groenlândia. A declaração foi divulgada após a captura de Nicolás Maduro e pressões sobre o território groenlandês.

A experiência de Chicago com operações migratórias teve repercussões locais. O texto menciona que agentes de imigração has prisioneiros, entre eles sacerdotes, por motivos relacionados à cor da pele, o que gerou indignação entre fiéis e comunidades. Cupich ressaltou a importância da assistência pastoral aos marginalizados e da atuação não violenta da Igreja para promover mudanças legislativas.

Contexto e impactos da posição

Cupich afirmou que a Igreja mantém posição firme sobre a dignidade humana, incluindo em questões de imigração. A coletiva episcopal dos EUA publicou, no fim de 2025, uma mensagem sobre imigração, destacando a necessidade de respeitar a dignidade de cada pessoa. A foto do cardeal de Chicago acompanha reportagens sobre o tema.

A entrevista também abordou o papel da Igreja na defesa de reformas do sistema migratório. O arcebispo sugeriu caminhos para uma entrada legal ordenada, com opções de vistos de trabalho semelhantes a modelos europeus. Ele mencionou ainda debates no Congresso sobre mudanças nas políticas de imigração e proteção temporária para haitianos.

Cupich comentou sobre a presença do papa Francisco em Chicago e a atuação do pontífice até os primeiros meses de governo. O cardeal destacou que o Papa busca governar de forma colaborativa e não hesita em decisões difíceis, mantendo o foco no impacto global de suas ações.

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